Enquanto SDC Sports compra o Santos, Neymar renova patrocínio — e bota mais R$ 50 milhões no bolso
Dia foi ótimo para o alvinegro praiano, que avançou na venda da SAF por R$ 1 bilhão, mas também foi bom para seu maior craque, que renovou como garoto-propaganda da Loovi


Pedro Gil
Editor do Exame INSIGHT
Publicado em 7 de agosto de 2026 às 17:47.
Última atualização em 7 de agosto de 2026 às 17:48.
Esta sexta-feira, 7, foi ótima para o Santos. A SDC Sports avançou na aquisição da SAF do clube em oferta de R$ 1 bilhão por 80% do clube e assunção de mais de R$ 1 bilhão em dívidas, segundo informações da coluna Pipeline.
Mas o dia também foi ótimo para seu maior craque, Neymar, que renovou patrocínio como garoto-propaganda da Loovi, insurtech brasileira especializada em seguro automotivo. O valor não se compara ao que o Santos vai colocar no bolso, mas também é alto: por um ano de contrato, o jogador deve receber cerca de R$ 50 milhões, de acordo com fontes ouvidas pelo EXAME Insight.
O novo contrato de Neymar é o primeiro desde a frustrante participação da Seleção Brasileira na Copa do Mundo. Engana-se quem pensa que o craque saiu em baixa da competição, apesar de apenas dois jogos disputados. O valor não está dentro do que ele produz em campo, mas fora dele. Com 242 milhões de seguidores no Instagram — 9 milhões a mais desde a competição —, Neymar segue em alta no mercado publicitário. Além da Loovi, ele tem contrato com Puma, Mercado Livre, Red Bull, GT Foods, Tropicool, Konami, PokerStars e Blaze.
Potência nas redes
Nas redes, Neymar é o brasileiro mais seguido da plataforma. Entre os jogadores, fica atrás apenas de Cristiano Ronaldo, com 677 milhões, e Lionel Messi, com 513 milhões. O alcance, portanto, compensa o cheque desembolsado pela Loovi, que comprou recentemente a participação do influencer Pablo Marçal na companhia.
O movimento ocorre também diante de um mercado amplo: o seguro auto movimentou mais de R$ 25 bilhões entre janeiro e maio de 2026, alta nominal de 5,8%, enquanto levantamento da CNseg indica que 71% dos automóveis brasileiros ainda circulam sem seguro.
A escolha se apoia menos na imagem do jogador exclusivamente como atleta e mais na capacidade de sua figura pública atravessar diferentes regiões, idades e perfis de consumidores. "Quando decidimos renovar, não estávamos olhando apenas para uma campanha ou para o calendário esportivo. Neymar é uma das poucas personalidades brasileiras com capacidade de dialogar com públicos muito diferentes e em escala nacional. Para uma empresa que pretende ampliar o acesso ao seguro, essa capilaridade de comunicação é estratégica porque permite chegar a consumidores que o setor ainda pouco alcança”, afirma Quézide Cunha, CEO da Loovi.
A renovação também marca uma nova etapa na relação entre a empresa e o jogador. Em 2025, Neymar tornou-se embaixador da Loovi e, durante a Copa, um dos vídeos ligados à campanha superou 28 milhões de visualizações.
A Loovi também aproveitou a ausência inicial do atleta no álbum oficial do Mundial para lançar, em colaboração com Neymar, uma figurinha limitada com a camisa da seleção, posteriormente distribuída aos novos clientes da empresa.
Cartão amarelo da Susep
Já com Neymar como garoto-propaganda, a Superintendência de Seguros Privados (Susep) chegou a suspender os serviços prestados pela companhia. Isso porque a Loovi, enquanto holding, se apresentava como seguradora de veículos, mas era uma de suas empresas, a LTI Seguros, que de fato tinha a licença para operar como tal.
Em abril, a autarquia liberou a operação, em caráter ainda temporário, após a adoção de medidas de regularização. Em maio, veio a autorização definitiva. "Essa nova etapa amplia nossa capacidade de crescimento e reforça o compromisso de aproximar o seguro de milhões de brasileiros que, historicamente, permaneceram fora do mercado segurador. A parceria nos ajuda a traduzir um produto financeiro em uma conversa mais acessível, presente e conectada à realidade de diferentes públicos”, afirma Cunha.
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Pedro Gil
Editor do Exame INSIGHTJornalista com mais de 10 anos de experiência na cobertura de negócios e finanças. Passou pelas redações de Veja, onde foi editor da coluna Radar Econômico, e CMA. Contato em pedro-b.gil@exame.com
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