Aumento do uso de narguilé preocupa autoridades da saúde

Estima-se que cerca de 100 milhões de pessoas usam narguilé para fumar tabaco todos os dias no mundo, de acordo com pesquisa americana
 (EXAME.com)
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Por Da RedaçãoPublicado em 08/12/2014 18:13 | Última atualização em 08/12/2014 18:13Tempo de Leitura: 2 min de leitura

São Paulo - O Portal do Sistema Universidade Aberta do SUS (UNA-SUS) destaca que a crescente popularidade do narguilé entre adultos jovens e adolescentes tem preocupado autoridades de saúde pública em todo o planeta.

Estima-se que cerca de 100 milhões de pessoas usam narguilé para fumar tabaco todos os dias no mundo, de acordo com a pesquisa americana "Reduzindo o uso do narguilé - Um desafio para o século XXI".

No Brasil, a pesquisa "Perfil do Tabagismo entre Estudantes Universitários no Brasil (PETuni)", coordenada pelo Instituto Nacional de Câncer José Alencar Gomes da Silva (INCA), analisou o consumo de narguilé entre estudantes da área de saúde.

O estudo mostrou que no ano de 2011, em Brasília e São Paulo, dentre os estudantes que declararam consumir com frequência algum tipo de produto derivado do tabaco diferente de cigarro, 63% a cerca de 80%, respectivamente, fizeram uso do narguilé.

O uso frequente dos produtos derivados do tabaco causa problemas de fôlego, mau hálito e envelhecimento precoce, mesmo em usuários adolescentes e jovens.

O fumante passa a ter dificuldades de praticar esportes.

Um dos grandes riscos do narguilé é a intoxicação por monóxido de carbono - mesmo gás tóxico liberado pelos canos de descarga de automóveis - o que gera a redução da oxigenação do sangue e do cérebro.

Os sintomas de intoxicação aguda por monóxido de carbono não são específicos. Podem ocorrer fadiga, náuseas, dores de cabeça, desmaios, arritmias cardíacas, isquemia miocárdica e até a morte.

Um estudo realizado pelo Instituto de Tecnologia de Israel demonstrou que o envolvimento de usuários de narguilé em acidentes de transito é 40% maior do que os não usuários.

O estudo concluiu que seu uso torna o ato de dirigir menos estável e mais perigoso devido à hipóxia cerebral (diminuição da oxigenação do cérebro) causada pelos altos níveis de monóxido de carbono inalado.

O estudo também apontou que a hipóxia cerebral deixa as pessoas com fala arrastada, movimentos lentos, tonturas, leve tremor, falta de autocontrole, uma sensação de euforia, diminuição da visão e diminuição da capacidade de identificar cores.

Esses efeitos tendem a se manter de quatro a seis horas depois do uso.