Startup vence desafio da Prefeitura de São Paulo e usa Ethereum para tokenizar lixo da cidade

A solução dos desenvolvedores brasileiros utiliza diferentes ferramentas do blockchain no processo de rastreabilidade de resíduos sólidos destinados à reciclagem
A Resíduos ID foi a vencedora da Virada ODS (Leandro Fonseca/Exame)
A Resíduos ID foi a vencedora da Virada ODS (Leandro Fonseca/Exame)
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Cointelegraph BrasilPublicado em 27/07/2022 às 09:37.

A startup Resíduos ID, formada por Erica Lima, Jeniffer Moura, Jeff Prestes e Renan Bonaldi, foi a vencedora de um desafio socioambiental promovido pela Prefeitura de São Paulo, dentro da Virada ODS que contou com apoio da UNICEF, UNODC, FAO, PNUMA e patrocínio do Banco Cora.

A solução dos desenvolvedores brasileiros utiliza diferentes ferramentas do blockchain Ethereum no processo de rastreabilidade de resíduos sólidos destinados à reciclagem.

Além de rastrear a destinação do lixo reciclado a solução também tokeniza estes resíduos para que possam ser vendidos como "Créditos de Destinação Final de Descarte Correto, da mesma forma que o mercado já faz atualmente com os Créditos de Carbono.

(Mynt/Divulgação)

A ideia do projeto é incentivar a coleta e o total rastreio dos materiais recicláveis, desde a coleta inicial em grandes dispensadores como condomínios e/ou empresas, passando pela triagem nas cooperativas, até a destinação final nas recicladoras.

Para tanto, na solução, o grupo usou algoritmos programados no Whatsapp com inteligência artificial e tokens no blockchain Ethereum para registro das etapas. O escopo do projeto é financiar o descarte apropriado de lixo plástico na capital paulista através da tokenização dos resíduos.

Para isso, ao incluir as informações da coleta, triagem e destinação, em blockchain, as informações como o mapeamento do descarte, coleta e destinação dos resíduos serão mais fáceis de serem auditadas e estudadas por ONGs, organismos internacionais e governos locais.

Além disso, os operadores do processo de coleta também serão beneficiados pela geração de tokens comprovando a destinação correta dos resíduos. Esses títulos em blockchain
poderão ser adquiridos pelas empresas como Créditos de Destinação Final de Descarte Correto.

“Se não aprendermos a fazer o descarte correto do plástico e outros resíduos, um grande desequilíbrio ambiental será gerado e a raça humana estará em perigo. Usar com inteligência os recursos econômicos se faz importante diante de um desafio tão grande”, afirma o especialista em Blockchain e idealizador do projeto, Jeff Prestes.

Ethereum na reciclagem

De acordo com a Prefeitura de São Paulo, que premiou o projeto durante o evento, o resultado da solução é a melhora na comunicação entre catadores e cooperativas, rastreabilidade e transparência no processo de reciclagem, o recebimento de créditos pela logística reversa, fornecimento de dados ao poder público, ONGs e organismos internacionais como a FAO/ONU e distribuição de incentivos e patrocínios via moeda social aos catadores.

“Além de fornecer dados confiáveis e abertos a organismos internacionais e governamentais, a tecnologia permite que pessoas e empresas possam apoiar projetos com esse fim através da compra de Créditos de Destinação Final de Descarte Correto, da mesma forma que o mercado já faz atualmente com os Créditos de Carbono.”, afirma Prestes.

A startup recebeu uma premiação de R$ 10 mil da Prefeitura de São Paulo, além de 10 meses de aceleração no Programa Green Sampa, com oficinas, masterclasses, mentorias individuais, participação em eventos, rodadas de negócios e também o serviço ativo de networking com iniciativa pública e privada.

Após vencer o hackathon, Prestes comenta que o próximo passo é buscar parceiros locais para uma operação em grande escala. A primeira meta já foi traçada: tokenizar 1.000
toneladas de plástico em seis meses.

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