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Stablecoins ameaçam bancos e podem atrair US$ 500 bilhões em depósitos, diz relatório

Criptomoedas pareadas a outros ativos estão ganhando cada vez mais espaço no mercado, mas Standard Chartered vê ameaça para bancos

João Pedro Malar
João Pedro Malar

Editor do Future of Money

Publicado em 29 de janeiro de 2026 às 15h50.

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O Standard Chartered divulgou um relatório nesta semana em que afirma que as stablecoins são uma "ameaça" para os bancos, com o potencial de atrair bilhões atualmente mantidos em depósitos bancários. A expectativa é que essa movimentação ocorra até o ano de 2028.

Em outubro de 2025, o banco chegou a compartilhar uma análise em que afirmava que os bancos poderiam perder até US$ 1 trilhão em depósitos para criptomoedas pareadas a outros ativos. Agora, o Standard Chartered revisou a sua projeção, estimando uma perda de US$ 500 bilhões.

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Apesar de ser menor, o número ainda é significativo. Para o banco britânico, um fator que pode aumentar ainda mais a cifra seria a autorização regulatória nos Estados Unidos para que emissores de stablecoins paguem rendimentos periódicos para os detentores dos ativos.

Se isso ocorrer, as stablecoins ficariam cada vez mais atrativas na comparação com contas bancárias, o que pode levar a uma fuga de capital. As stablecoins são um tipo específico de criptomoeda pareada a outro ativo já existente no mercado, em geral ao dólar.

Bancos menores serão mais impactados

Caso os bancos realmente comecem a perder depósitos bancários para as stablecoins, o Standard Chartered avalia que o setor também tenderia a perder um montante significativo das suas receitas, gerando um impacto mais amplo em todo o mercado.

"Nós descobrimos que os bancos regionais dos Estados Unidos estão mais expostos a isso do que os bancos mais diversificados e os bancos de investimentos, que estão menos expostos", destacou o banco britânico no seu novo relatório. No caso dos bancos regionais, as perdas de receita podem superar os 50%.

Apesar dos riscos, o Standard Chartered não acredita que as stablecoins vão matar os bancos. "Se os emissores de stablecoins mantiverem uma grande parte de seus depósitos no sistema bancário onde as stablecoins são emitidas, isso deverá reduzir a fuga líquida de depósitos", pontua.

"A ideia é que, se um depósito sair de um banco para ser convertido em uma stablecoin, mas o emissor da stablecoin mantiver todas as suas reservas em depósitos bancários, não haverá redução líquida de depósitos", explicou. Na prática, portanto, pode haver uma substituição dos tipos de clientes e depósitos nos bancos.

As reservas são usadas para garantir a paridade de uma stablecoin ao seu ativo relacionado. A regulação para o segmento aprovada nos Estados Unidos obriga que as reservas sejam custodiadas por agentes do mercado regulados.

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