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Stablecoin da Tether tornou-se um dos principais meios de pagamento do Irã, diz jornal

Relatório de senador norte-americano mostraria uma ampla utilização de criptoativos pelo país persa

Pacto obrigaria o Irã a "deixar de financiar a violência" em outros países do Oriente Médio (Imagem gerada por IA)

Pacto obrigaria o Irã a "deixar de financiar a violência" em outros países do Oriente Médio (Imagem gerada por IA)

Ricardo Bomfim
Ricardo Bomfim

Editor do Future of Money

Publicado em 28 de setembro de 2026 às 16h50.

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Uma reportagem do jornal The Wall Street Journal afirmou que a stablecoin USDT, da Tether, tornou-se um dos principais meios de pagamento para o governo do Irã e supostamente uma forma de financiar organizações terroristas.

De acordo com o jornal, um relatório de autoria do senador democrata norte-americano, Richard Blumenthal, revelou que 846 carteiras de criptomoedas sancionadas pelos Estados Unidos e por Israel por ligações com o Irã negociavam quase que exclusivamente USDT.

"O relatório expõe como a Tether e seu principal token se tornaram centrais para o sistema bancário paralelo do Irã, permitindo ao governo iraniano financiar seus grupos aliados na região, cometer violações de direitos humanos e levar adiante programas hostis de drones e mísseis enquanto desafia nosso regime de sanções”, disse Blumenthal ao WSJ.

Um dos documentos vazados do relatório indica que uma empresa iraniana intermediou a compra de dezenas de milhões de dólares em USDT pelo banco central do Irã.

Criptomoedas do Irã ligadas a ataque hacker

Além disso, uma parte desses USDT seria proveniente do ataque hacker que desviou US$ 1,5 bilhão da corretora de criptomoedas Bybit no ano passado. "A compra das criptomoedas roubadas fazia parte de um esforço do Irã para sustentar sua moeda, o rial, e continuar vendendo petróleo a aliados como a China", diz o relatório do Senado, segundo o jornal norte-americano.

Por outro lado, a reportagem admite que a Tether tem o poder de congelar criptomoedas quando requisitada pelas autoridades. Mesmo assim, o relatório criticaria a demora da empresa em fazê-lo em casos de carteiras sancionadas pelos EUA e por Israel.

A Tether afirma que ajudou autoridades dos EUA a congelar aproximadamente US$ 550 milhões em carteiras ligadas ao Irã apenas em 2026. A companhia disse em nota que está trabalhando "de perto" para enfrentar ilícitos financeiros.

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