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Sócio do BTG diz que todas as empresas querem lançar sua própria stablecoin

Para André Portilho não basta apenas lançar, mas também pensar em liquidez ao criar uma stablecoin, a criptomoeda que acompanha determinado ativo e que virou tendência financeira

 (Heitor Pinheiro/Divulgação)

(Heitor Pinheiro/Divulgação)

Mariana Maria Silva
Mariana Maria Silva

Editora do Future of Money

Publicado em 9 de abril de 2026 às 17h26.

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As stablecoins, criptomoedas que acompanham determinado ativo, geralmente o dólar, ganharam destaque no universo das finanças em 2025 e se consolidaram como uma tendência real em 2026.

A proposta de facilitar pagamentos internacionais e colaborar para o avanço da digitalização financeira chamou a atenção de grandes bancos e instituições financeiras, que agora buscam lançar suas próprias stablecoins.

Durante o evento Ignite 2026, organizado em São Paulo pela Fireblocks, empresa que processa cerca de 15% das transações em blockchain no mundo, especialistas revelaram suas opiniões e perspectivas sobre o avanço das stablecoins.

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André Portilho, sócio e head de Digital Assets no BTG Pactual, disse que “todas as empresas querem ter a sua própria stablecoin”. O executivo também acredita que para um futuro de mercado de capitais tokenizado, o dinheiro precisa estar “on-chain”, ou seja, em blockchain. Mas para além disso, é necessário pensar em liquidez quando se pretende lançar sua própria stablecoin.

“Centenas de stablecoins estão sendo lançadas, todas as empresas querem ter a sua. Mas para ter algo que é realmente útil, apenas lançar não é suficiente, você precisa pensar em liquidez e alguma neutralidade é necessária para a stablecoin. Acho que isso pode ser alcançado com a ajuda da regulação. Mas quando olhamos para um mundo com milhares de stablecoins, haverá pressão sobre a liquidez”, explicou ele durante o painel “As finanças estão entrando no blockchain: como ativos tokenizados, mercados preditivos e dinheiro programável estão reformulando o futuro”.

Fim da hegemonia das stablecoins de dólar

Atualmente, as duas maiores stablecoins são USDC e USDT, lastreadas em dólar. Juntas, elas somam mais de US$ 260 bilhões em valor de mercado, segundo dados do CoinMarketCap, e estrelam entre as maiores criptomoedas do mundo.

Apesar de muitos dos casos de uso atuais das stablecoins passarem pela proposta de dolarização, Portilho acredita que com a ampliação da usabilidade das stablecoins, isso pode mudar:

“Uma coisa que eu acho que vai mudar é que agora o mercado de stablecoin é dominado pelo dólar. Quando tivermos casos de uso reais na economia, provavelmente veremos essa dominância diminuir”, disse ele durante o Ignite 2026.

Guto Antunes, head de Digital Assets do Itaú, afirmou ainda que no cenário de stablecoins é difícil determinar um caso de uso vencedor:

“Nao acho que haverá um vencedor. Stablecoins serão uma cobertura para determinados trilhos financeiros. Eu tenho uma abordagem agnóstica, e acho que muitos meios de usar elas vão coexistir, e as stablecoins não vão controlar todos os trilhos”, disse.

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