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Sistema Swift anuncia rede de pagamentos internacionais blockchain com Itaú e mais 16 bancos

Instituições financeiras envolvidas no piloto poderão fazer transações 24/7 em ambiente digital com depósitos tokenizados

Itaú quer dobrar seu portfólio no varejo até 2030 (Divulgação)

Itaú quer dobrar seu portfólio no varejo até 2030 (Divulgação)

Ricardo Bomfim
Ricardo Bomfim

Editor do Future of Money

Publicado em 10 de julho de 2026 às 18h29.

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O sistema de pagamentos internacionais Swift anunciou que criou uma rede de pagamentos blockchain com 17 bancos diferentes participando da fase piloto. Um deles é o brasileiro Itaú.

Em nota, o Swift diz que na nova plataforma os bancos poderão fazer transações internacionais 24/7 com depósitos tokenizados. Ou seja, não serão utilizadas criptomoedas em si, mas o próprio dinheiro que o banco tem em depósito será registrado em blockchain como se fosse uma stablecoin e transacionado em ambiente digital.

“O livro-razão compartilhado oferece aos bancos participantes uma camada segura de orquestração para depósitos tokenizados, emitidos pelos próprios bancos em seus respectivos livros-razão, permitindo-lhes movimentar recursos de clientes (inclusive durante a noite e nos fins de semana) antes de concluir a liquidação final por meio dos sistemas existentes”, explica o Swift.

A plataforma blockchain do sistema de mensageria para transações internacionais foi anunciada no ano passado. O CEO do Swift, Thierry Chilosi, disse em nota que a solução permitirá aumentar a confiança e estabilidade das finanças tradicionais nas fronteiras do dinheiro digital.

“O forte apoio dos bancos demonstra o valor prático dessa abordagem — que ajudará a ampliar os benefícios em escala global, ao mesmo tempo em que cria uma base para futuras inovações em áreas como dinheiro programável e comércio baseado em agentes”, disse Chilosi.

Além do Itaú, os outros bancos envolvidos no piloto são Australia and New Zealand Bank (ANZ), BNP Paribas, BNY, Citi, Development Bank of Singapore (DBS), First Abu Dhabi Bank, FirstRand Bank Limited, HSBC, Lloyds Bank, Mashreq, Mitsubishi UFJ Financial Group (MUFG) Bank, Oversea-Chinese Banking Corporation (OCBC), Standard Chartered, UBS, United Overseas Bank (UOB) e Wells Fargo.

Stablecoins versus Swift

O avanço das stablecoins pressionou o sistema Swift, pois essas criptomoedas cuja cotação representa sempre uma unidade de uma moeda tradicional começaram a ser utilizadas para transferências internacionais por serem mais rápidas e baratas.

Stablecoins são criptomoedas criadas para manter um preço sempre igual ao de alguma moeda tradicional, como o dólar. A paridade de 1:1 com a divisa de referência é obtida por meio de reservas naquele câmbio. No caso de stablecoins de dólar, por exemplo, cada criptomoeda emitida equivale a US$ 1,00 que a companhia emissora tem em caixa.

Com isso, a stablecoin acaba se tornando uma versão digital do câmbio, que não passa pelos controles cambiais do país em que circula, geralmente não paga impostos e pode operar 24/7 no ambiente digital.

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