Projeto quer conectar iniciativas com blockchain no Brasil a investidores europeus

Criado por brasileira, NAVE é descrito como uma “expedição” para unir comunidades de Web3 das duas regiões
Primeira viagem de iniciativa brasileira levará até 10 projetos ligados ao blockchain para eventos na Europa (cokada/Getty Images)
Primeira viagem de iniciativa brasileira levará até 10 projetos ligados ao blockchain para eventos na Europa (cokada/Getty Images)
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João Pedro MalarPublicado em 17/11/2022 às 09:00.

O Projeto “NAVE, Missão Brasil Blockchain” estreia na próxima quarta-feira, 23, com o objetivo de conectar as comunidades de criadores e investidores ligados ao mundo Web3 no Brasil e na Europa. Mas, para isso, o contato vai além do mundo virtual, com uma viagem de empreendedores brasileiros ao continente para participar de eventos do setor.

E a viagem deve ser a primeira de muitas, projeta a criadora do projeto, Heloisa Passos, à EXAME. Segundo ela, a ideia do NAVE surgiu da própria experiência da desenvolvedora de jogos com o mundo da tecnologia blockchain.

Em 2020, Passos criou o que viria a ser a maior comunidade da América Latina no jogo Axie Infinity, e a partir daí passou a trabalhar com jogos integrados a blockchains. “Minha vida foi transformada pelo blockchain, comecei a fazer o que sempre sonhei, que era trabalhar com games”, conta.

(Mynt/Divulgação)

“O NAVE surgiu porque está acontecendo muito evento na Europa e nos EUA. A ideia é aproximar os ecossistemas cripto globais, começando com a Europa, da comunidade brasileiro, apresentando projetos, visitando eventos e empresas. Aproximar as iniciativas”, explica Passos.

Segundo ela, o financiamento da viagem é feita por meio de patrocinadores, tanto de marcas do mercado de criptoativos quanto fora dele. Alguns desses patrocinadores já indicam projetos para fazer parte da jornada, enquanto outros são escolhidos a partir da rede de contato de Passos.

A ideia é que a “primeira expedição” conte com no máximo dez projetos, com uma viagem de duração de dois meses, passando por três eventos na Europa.

O continente foi escolhido por ser uma “frente de eventos”, com um ecossistema cripto que possui “muita construção a nível de blockchain, com projetos e fundações como Ethereum, Cardano, além de tem uma facilidade logística. Dá pra conhecer mais projetos dentro do ecossistema”.

“A Ásia envolve uma barreira linguística maior, e os Estados Unidos têm uma barreira de nível regulatória. A Europa é também a região com mais celeiros de novos projetos e iniciativas cripto”, explica.

Passos explica que os projetos que farão parte do NAVE não precisarão ser necessariamente de jogos, mas sim “envolver a tecnologia blockchain”. O objetivo final é “aproximar a comunidade do ecossistema como um todo. Pode envolve DeFi, blockchain pensando em impacto ambiental e social, e muitos outros projetos”.

Ela acredita que, mesmo em meio às dificuldades do setor com um inverno cripto e a quebra da FTX, há espaço para obter capital para projetos. “Houve uma primavera de venture capital, empresas com avaliações até exacerbadas, e agora começa a ver esse capital olhando com mais maturidade para as empresas, com as teses de investimento mudando e investindo menos em busca de mais tração”.

Além disso, ela ressalta que as empresas de investimento estão olhando cada vez mais para empresas na América Latina e na África. “Tem dificuldades, mas investimento ainda está rolando. O que aconteceu com a FTX já rolou com outros, não vai ser o último, mas cada vez o setor está mais maduro e está criando casca para enfrentar os ciclos de mercado e colher o máximo de oportunidade nos ciclos de alta”, observa.

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