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Pix supera cartões de crédito em volume transacionado, diz Global Payments

Relatório destaca sucesso da ferramenta e seu uso em outros países da América Latina, mas revela que exportação para Europa e EUA é desafiadora

Pix Automático: novo sistema começou a funcionar em 16 de junho deste ano (Bruno Peres/Agência Brasil)

Pix Automático: novo sistema começou a funcionar em 16 de junho deste ano (Bruno Peres/Agência Brasil)

Ricardo Bomfim
Ricardo Bomfim

Editor do Future of Money

Publicado em 7 de maio de 2026 às 08h00.

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O Relatório Global Payments 2026 apontou que o Pix superou os cartões de crédito em volume transacionado, consolidando o sucesso da ferramenta no país. Em 2025, a plataforma de pagamentos instantâneos desenvolvida pelo Banco Central respondeu por 42% do volume em comércio eletrônico e 34% em pontos de venda físicos.

Cartões de crédito, por sua vez, responderam por 40% do volume transacionado em e-commerce e 31% em comércio físico. Enquanto isso, cartões de débito tiveram uma fatia de 4% no e-commerce e de 9% em pontos de venda.

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Portanto, somando débito e crédito, os cartões ainda superam o Pix por 44% a 42% no varejo online e por 40% a 34% nas lojas físicas. No entanto, a tendência é que a plataforma de transações instantâneas também superem a soma dos cartões até 2030.

A projeção da Global Payments é de que o Pix alcance 44% do volume em e-commerce e 46% em pontos de venda em quatro anos, ao passo que cartões ficarão com 36% e 29% respectivamente.

Brasil se torna “cashless”

Este avanço do Pix ocorre conforme a ferramenta continua a ser atualizada na agenda evolutiva do BC e é cada vez mais aceita por comerciantes fora do Brasil. O relatório destaca que consumidores da Argentina já podem usar Pix no Brasil por meio de seus aplicativos bancários locais.

O Pix é também o principal responsável por diminuir cada vez mais a utilização de dinheiro em espécie no Brasil. O percentual de dinheiro físico no valor transacionado já é menor do que em países europeus, como Alemanha (32%), Portugal (27%), Espanha (34%), Itália (24%) e Suíça (19%), e está no mesmo patamar da França (12%), faltando pouco para alcançar os Estados Unidos (10%).

Em entrevista à EXAME, Juan Pablo D’Antiochia, líder regional da Global Paments, afirmou que o Pix é um caso de estudo pela velocidade de adoção, gigantesco avanço na bancarização do país, facilidade de uso e por atingir uma fatia de público desproporcional por ser público.

Exportação do Pix

Apesar disso, D’Antiochia considera que a plataforma de pagamentos brasileira tem um desafio para avançar internacionalmente, pois pagamentos com QR Code já são muito fortes na China e em grande parte da América Latina, mas não na Europa e nos EUA.

Nesses locais, as carteiras digitais em smartphones estão mais avançadas. Na média global, carteiras digitais respondem por 56% do e-commerce e 33% do varejo físico. Enquanto cartões de crédito respondem por 20% e 24% respectivamente.

À frente de todos os países em adoção de carteiras digitais está a China, com o sucesso de Alipay e WeChat Pay. O pagamento com este tipo de meio está em 89% do volume transacionado em 2025 no e-commerce e 87% no varejo físico.

Stablecoins em pagamentos internacionais

Para o executivo da Global Payments, stablecoins estão mais “prontas” para pagamentos internacionais do que um Pix transfronteiriço, pois a exportação do Pix depende de acordos de país a país.
“Vejo um desafio da internacionalização enquanto depender do acordo de um para um. Pix é um produto de relevância para o Brasil. Stablecoins internacionais estão com a infraestrutura pronta”, avalia.

A mudança cultural de lojistas que não estão acostumados com QR Code, de acordo com ele, é muito mais lenta. Enquanto isso, as stablecoins já se provaram muito mais baratas e velozes do que o sistema Swift, faltando apenas um empurrão dos bancos para decolarem de vez.

“Cripto e stablecoins têm o potencial para eliminar a necessidade de Swift, mas mais pela adoção dos institucionais do que por capacidade de produto. Os bancos mantêm uma estrutura com a qual estão familiarizados”, argumenta.

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