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Organização sem fins lucrativos vai financiar e educar desenvolvedores brasileiros sobre Bitcoin

Foco da Vinteum é contribuir para a desencentralização e o desenvolvimento da rede que abriga a maior criptomoeda do mundo
Desenvolvedores serão financiados pela Vinteum (SOPA Images/Getty Images)
Desenvolvedores serão financiados pela Vinteum (SOPA Images/Getty Images)
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Mariana Maria Silva

Publicado em 11/08/2022 às 15:50.

Última atualização em 11/08/2022 às 18:06.

A Vinteum, uma organização sem fins lucrativos dedicada à pesquisa e ao desenvolvimento da rede Bitcoin, vai treinar e financiar desenvolvedores especializados em código aberto para o ecossistema da maior criptomoeda do mundo, com foco no Brasil e na América Latina.

A rede que abriga o bitcoin é um software de código aberto e um protocolo descentralizado, ou seja, sem proprietários e sem liderança. Desde o seu surgimento em 2009, desenvolvedores voluntários assumiram o trabalho de continuar escalando, mantendo a segurança e criando melhorias para o blockchain.

(Mynt/Divulgação)

No entanto, após reconhecerem determinado potencial na criptomoeda, empresas que atuam no setor passaram a contratar desenvolvedores para trabalhar exclusivamente na empreitada. Isso foi visto por muitos no universo das criptomoedas como algo potencialmente negativo para o caráter descentralizado da rede, já que cada empresa ou organização tem suas próprias prioridades e motivações.

Pensando nisso, organizações sem fins lucrativos como a Vinteum foram criadas para tornar o ambiente mais plural. Segundo a página oficial do projeto, “nenhuma entidade deve financiar sozinha o desenvolvimento do bitcoin ou decidir quem é financiado. E acreditamos que organizações com diferentes áreas de foco e especializações surgirão”.

A Vinteum se concentrará na construção e crescimento do ecossistema de desenvolvimento da rede Bitcoin no Brasil e em toda a região da América Latina. “Acreditamos que o desenvolvimento do bitcoin precisa de diversidade. Precisamos de informações de desenvolvedores de todo o mundo se quisermos construir dinheiro global”, afirma a página.

Com doações de John Pfeffer, Wences Casares, Sebastián Serrano, Okcoin e Human Rights Foundation, a organização sem fins lucrativos pretende democratizar o acesso ao material necessário para que desenvolvedores brasileiros aprendam como funciona o blockchain do Bitcoin e possam interagir em grupos.

O primeiro desenvolvedor a ser financiado pelo Vinteum será Bruno Garcia. Garcia não apenas trabalhará no desenvolvimento da rede Bitcoin, mas também se juntará à equipe da Vinteum como o terceiro membro fundador. Os dois fundadores são Lucas Ferreira e André Neves.

Em entrevista à EXAME, Lucas Ferreira, diretor executivo da Vinteum, explicou que a educação e aproximação de desenvolvedores é essencial para que o bitcoin possa atingir bilhões de pessoas.

“O ecossistema será mais robusto e resistente se tivermos diferentes entidades financiando desenvolvedores de todo o mundo. Temos muito no que trabalhar e precisamos da contribuição de um conjunto diverso de desenvolvedores, para que possamos construir um sistema monetário e uma rede de pagamentos verdadeiramente globais e inclusivos”, afirmou.

"Temos talentos de alta qualidade no Brasil e na América Latina, onde o código aberto é um caminho difícil para a maioria. Nossa organização mostrará a mais programadores que eles podem ganhar a vida enquanto constroem o futuro do dinheiro. Temos a chance de tornar a contribuição à rede Bitcoin uma opção de carreira interessante, atraente e, o mais importante, viável para nossos melhores profissionais”, concluiu Ferreira.

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