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Novo presidente do Fed tem pelo menos 30 investimentos em cripto: confira a carteira

Kevin Warsh já disse que não tem medo do bitcoin e seu portfolio prova isso, com diversas participações em projetos web3

Kevin Warsh Reprodução: Hoover Institution

Kevin Warsh Reprodução: Hoover Institution

Ricardo Bomfim
Ricardo Bomfim

Editor do Future of Money

Publicado em 21 de abril de 2026 às 09h30.

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Kevin Warsh, economista indicado pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, para a presidência do Federal Reserve (Fed), será sabatinado pelo Senado dos EUA nesta terça-feira, 20. E já está chamando a atenção a carteira de investimentos de Warsh, que envolve pelo menos 20 produtos ligados a criptoativos.  

Warsh possui ativos combinados de aproximadamente US$ 192 milhões junto com a esposa e, entre contas de poupança em bancos, fundos de investimento e ações, o próximo presidente do banco central americano possui uma quantidade não desprezível de investimentos em projetos do setor cripto.  

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De criptomoedas, a exemplo da solana até protocolos de finanças descentralizadas (DeFi, na sigla em inglês) fora do radar da maioria dos investidores, o economista mostra que é bastante familiarizado com os ativos digitais.  

Tudo isso enquanto também possui uma série de aportes em empresas de inteligência artificial.  

Confira os 30 investimentos ligados a cripto de Warsh 

  1. Solana (criptomoeda ligada à rede homônima) 
  2. Tenderly (plataforma de infraestrutura web3 no Ethereum) 
  3. Polymarket (mercado preditivo baseado em blockchain) 
  4. Blast (token de uma rede de segunda camada do Ethereum) 
  5. Compound (mercado monetário algorítmico cripto) 
  6. dYdX (plataforma descentralizada de negociação de derivativos) 
  7. Polychain (empresa de investimento em criptoativos) 
  8. Scalar Capital (empresa de investimento em blockchain) 
  9. Lighter (corretora de criptomoedas descentralizada) 
  10. Lightning Network (rede de pagamentos em Bitcoin) 
  11. Structure (plataforma de negociação de blockchain para o varejo) 
  12. Canvas (plataforma de computação descentralizada) 
  13. Coworker AI (plataforma de infraestrutura de comércio em web3) 
  14. Creator DAO (plataforma de investimento em criadores) 
  15. Crossmint (plataforma de ferramentas para desenvolvimento de NFTs) 
  16. DeSo (plataforma de rede social cripto) 
  17. Eulith (plataforma de negociação de criptoativos) 
  18. Friends With Benefits (comunidade na Web3) 
  19. Match Day (plataforma de colecionáveis esportivos NFT) 
  20. Melange (mercado preditivo descentralizado) 
  21. OnJuno (neobank impulsionado por cripto) 
  22. OneSafe (plataforma de infraestrutura de dados em DeFi) 
  23. Ridian (plataforma de automação de carteiras de criptomoedas) 
  24. SandboxVR (metaverso na web3) 
  25. SkyLink (gestão de carteiras DeFi) 
  26. Flashnet (plataforma de negociação de bitcoin na Lightning) 
  27. Zero Gravity (plataforma de segunda camada de blockchain com IA) 
  28. Lemon Cash (serviços financeiros com criptoativos) 
  29. Optimism (blockchain de segunda camada para escalabilidade do Ethereum) 
  30. Dapper Labs (plataforma de ativos digitais para consumidores) 

O que Warsh pensa de cripto? 

O economista também coleciona declarações sobre os criptoativos e o bitcoin. Em 2015, por exemplo, ele disse que o BTC poderia trazer “disciplina ao mercado” e dizer ao mundo que “as coisas precisam ser consertadas”. 

Warsh disse, na época, que o bitcoin não o deixava nervoso e que poderia ser utilizado pelos políticos como termômetro do que estão fazendo certo ou errado. Seria assim, um disciplinador da política fiscal e monetária, com uma demanda crescente quando há percepção de que o governo está imprimindo muito dinheiro.  

Apesar disso, ele disse categoricamente que o BTC não é um substituto para o dólar. As stablecoins privadas também, na opinião do indicado por Trump, não seriam confiáveis como representantes da moeda soberana dos EUA.  

Warsh defendeu, por outro lado, as moedas digitais de bancos centrais (CBDCs, na sigla em inglês) ao tratar da CBDC desenvolvida pela China. “O Tesouro e o Fed deveriam parar de jogar um jogo lento enquanto a China constrói uma nova arquitetura digital monetária e financeira”, escreveu o economista em artigo para o Wall Street Journal.  

Apesar de elogiar a iniciativa chinesa, o economista deixou claro que o modelo de CBDC para os EUA seria o de um dólar digital apenas para o atacado, como era a ideia do Drex brasileiro. A justificativa é que se o Fed intermediasse pagamentos no varejo estaria indo contra o princípio americano de não-intervenção estatal.  

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