Novo ETF cripto foca em ativos do setor de DeFi e chega à B3 em fevereiro

Gestora brasileira anuncia a criação do DEFI11, sexto ETF relacionado ao mercado de criptoativos da bolsa brasileira; fundo terá exposição a 12 ativos digitais ligados às finanças descentralizadas
DEFI11 será o sexto ETF ligado ao mercado cripto listado pela B3 (putilich/Getty Images)
DEFI11 será o sexto ETF ligado ao mercado cripto listado pela B3 (putilich/Getty Images)
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Gabriel RubinsteinnPublicado em 17/01/2022 às 16:55.

A Hashdex anunciou nesta segunda-feira, 17, o lançamento de mais um ETF de criptomoedas na bolsa brasileira - é o sexto fundo negociado em bolsa ligado ao setor lançado em menos de um ano, o quarto da gestora cripto carioca. Batizado de DEFI11, o novo ETF, como o nome sugere, pretende garantir exposição ao ecossistema de finanças descentralizadas, conhecido por sua abreviação em inglês "DeFi".

“As finanças descentralizadas nada mais são que aplicações baseadas em blockchain e contratos inteligentes que viabilizam a criação de uma nova infraestrutura para os serviços financeiros tradicionais, como empréstimos, seguros e transações de valores”, disse o CEO da Hashdex, Marcelo Sampaio. “Investir em DeFi é o mesmo que investir nas fintechs do futuro. É um mercado muito promissor que, por conta de suas tecnologias disruptivas, pode crescer exponencialmente nos próximos anos”, comentou.

O período de reservas para o novo ETF, cuja cota será negociada inicialmente por cerca de 50 reais, começa na terça-feira, 18, e o produto deverá ser listado na B3 em meados de fevereiro. Desenvolvido em parceria com a provadore de índices CF Benchmarks, o DEFI11 buscará replicar o desempenho do "CF DeFi Modified Composite Index", que busca representar o mercado de finanças descentralizadas.

Inicialmente, segundo a Hashdex, o ETF contará com 12 ativos, divididos em três categorias: Protocolos de DeFi que oferecem soluções para serviços financeiros, e que terá os criptoativos de Unisawap, AAVE, Compound, Maker, Yearn.finance, Curve, Synthetix e AMP; Protocolos de Suporte, que auxiliam protocolos DeFi com serviços de armazenamento e consulta de dados, verificação de identidade e soluções de escalabilidade, com os ativos de Polygon, Chainlink e The Graph; e Plataformas de Registro, que são os blockchains nas quais as transações são validadas e registradas, e que inicialmente contará com apenas um ativo, o ether, criptomoeda nativa da rede Ethereum.

Além do DEFI11, a Hashdex já listou na B3 outros três ETF de criptoativos. Além do HASH11, que foi o primeiro ETF do gênero no país e é atualmente o principal deles, a gestora também criou o BITH11 e ETHE11, que investem excluvivamente em bitcoin e ether, respectivamente. Os outros dois ETFs cripto à disposição na bolsa de valores brasileira, o QBTC11 e QETH11 foram lançados pela gestora QR Asset Management.

Os ETFs são apenas uma entre as várias maneiras de investir no mercado cripto. Investimento direto, fundos de investimento e até o mercado de ações, com exposição à empresas ligadas ao setor de criptoativos e blockchain, são outros caminhos. Por estar inserido num contexto de regulação do mercado financeiro tradicional, os ETFs são vistos como uma das formas de atrair investidores institucionais para o mercado cripto.

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