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Neuropsicólogo brasileiro cria metaverso para guardar memórias e torná-las acessíveis no futuro

Deibson Silva montou uma equipe multidisciplinar para desenvolver um projeto de perpetuação de vivências e legados pessoais através de experiências imersivas

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 (Eugenio Marongiu/Getty Images)

(Eugenio Marongiu/Getty Images)

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Cointelegraph Brasil

Publicado em 12 de julho de 2022, 16h09.

Última atualização em 13 de julho de 2022, 09h27.

A Legathum é uma startup idealizada por um neuropsicólogo brasileiro que combina tecnologias disruptivas como inteligência artificial e realidade virtual com profissionais de áreas tão diversas quanto programação e neurociência para desenvolver um metaverso cujo objetivo é armazenar e tornar acessíveis memórias e conhecimentos, permitindo que indivíduos sejam capazes de transcender a finitude característica à raça humana.

A ideia pode parecer saída de um romance de ficção científica, mas a motivação de Deibson Silva, neuropsicólogo e empreendedor brasileiro radicado no Vale do Silício, nos Estados Unidos, surgiu depois da perda de um ente querido, como ele contou à reportagem da Pequenas Empresas & Grandes Negócios, publicada na terça-feira, 12:

"Minha avó fez parte da minha vida. Sempre tive vontade de que meus filhos conhecessem o legado e a história dela."

A Legathum nasceu de um projeto de pesquisa do neuropsicólogo brasileiro em parceria com outros 12 profissionais formados na Universidade de Berkeley, na Califórnia, em paralelo à eclosão do coronavírus, no começo de 2020, um período marcado pelo luto e pelo medo da morte em todas as regiões do planeta.

A premissa básica do grupo de pesquisadores era criar ferramentas para perpetuação de vivências e legados pessoais através de experiências imersivas em uma espécie de metaverso.

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Inicialmente, a pesquisa foi financiada por Silva com recursos próprios. O empreendedor vendeu duas empresas do ramo educacional que possuía no Brasil e investiu os recursos integralmente em seu novo projeto.

Hoje, a Legathum é composta de uma equipe multidisciplinar de 22 pessoas de diferentes nacionalidades, com formações tão diversas quanto cientistas de dados, programadores, artistas gráficos, cineastas, engenheiros, economistas, psicólogos e neurocientistas.

A solução desenvolvida pela Legathum permite que pessoas arquivem suas memórias, vivências e conhecimentos em um aplicativo. A combinação desses elementos poderá ser acessada no futuro por pessoas selecionadas através de experiências imersivas, diz Silva:

"Nosso diferencial é criar um metaverso destinado a apresentar o legado das pessoas. Um ambiente interativo com reprodutores inteligentes da voz humana e avatares das personalidades."

Personalidades históricas

Inicialmente, a Legathum está desenvolvendo projetos vinculados a personalidades históricas. O físico Albert Einstein e o cientista e inventor Nikola Tesla, ao lado dos ícones do esporte brasileiro Pelé e Ayrton Senna inauguram oficialmente as experiências imersivas da Legathum em 20 de julho.

Em um segundo momento, a empresa pretende lançar um museu virtual com avatares e arquivos de outras 20 personalidades dos universos das artes, das ciências e da política, além do lançamento oficial do metaverso da Legathum, que deverá ter sua própria criptomoeda nativa.

Futuramente, a empresa planeja oferecer seus serviços a qualquer pessoa que queira registrar o próprio legado através de experiências únicas e exclusivas.

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Cada vez mais, novos casos de uso envolvendo ambientes digitais imersivos têm sido propostas por profissionais de áreas diversas. Conforme noticiou o Cointelegraph Brasil, o médico e guru indiano radicado nos EUA, Deepak Chopra sugeriu recentemente que o metaverso pode se tornar uma alternativa ao uso de antidepressivos e outros medicamentos em tratamentos de distúrbios mentais'.

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