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"Nada vai parar a revolução do metaverso", afirmam especialistas

Especialistas do setor apontam que nem mesmo a queda de 80% em cotação de tokens e a descrença de investidores poderão parar a transformação social proposta pelo metaverso

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O metaverso pode transformar as relações sociais do futuro (Iryna Veklich/Getty Images)

O metaverso pode transformar as relações sociais do futuro (Iryna Veklich/Getty Images)

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Cointelegraph Brasil

Publicado em 1 de fevereiro de 2023, 10h55.

Última atualização em 1 de fevereiro de 2023, 11h23.

Nem a queda de mais de 80% que os tokens de metaverso, como Decentraland e The Sandox, tiveram em 2022 e tampouco a descrença de muitos investidores sobre o futuro do metaverso irá parar sua revolução e transformação, apostam os sócios Byron Mendes e Steffen Dauelsberg, cofundadores da MetaMundi.

Durante o Rio Innovation Week, no mês de novembro, a MetaMundi promoveu o espaço MetaMundi Experience, onde reuniu grandes nomes do setor para debater a integração entre arte, marketing e arquitetura com o metaverso.

“No Rio Innovation Week, o público pôde ter um pouco mais de ideia do que ainda está por vir e como essa nova realidade vai nos impactar em todas as área da nossa vida. Ainda estamos engatinhando no metaverso, e a única certeza que temos é que estamos no caminho certo, o futuro está no metaverso”, declarou Mendes.

E o empresário não exagera ao fazer a afirmação. De acordo com a Bloomberg Intelligence, esse mercado deve chegar a US$ 800 bilhões em 2024, puxado principalmente pelos games e por eventos realizados nessa nova camada de realidade.

Bem mais otimista, a gestora Grayscale aposta que o metaverso tem potencial para gerar US$ 1 trilhão em receita anual. Já um recente estudo da Gartner define o metaverso como o próximo nível de interação entre os mundos virtual e físico.

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Transição da Web2 para Web3

Segundo os empresários, a sociedade está em um momento de transição da Web 2.0 movimento iniciado nos anos 2000, em que as pessoas deixaram de ser apenas espectadores e passaram a interagir com produção de conteúdo para a Web 3.0, conceito ainda em construção, mas que proporciona a descentralização de todos os sistemas por meio da internet.

Eles apontam que esse movimento, baseado na blockchain, chega para mudar todas as relações, sejam elas sociais, de negócios ou financeiras. Além disso, a imersão nesse universo possibilitará uma experiência de vida realizada por meio de avatares 3D seja para trabalhar, seja para lazer.

Por outro lado, o fundador e CEO do Facebook, Mark Zuckerberg, já declarou que o metaverso só vai estar pronto para fazer dinheiro no final desta década. Mas Mendes discorda da opinião de Zuckerberg.

“Antes do Facebook anunciar que estavam migrando para o metaverso, e da mudança de nome da companhia para Meta, outras plataformas já tracionavam milhões de dólares. A questão ali foi que Zuckerberg não conseguiu alcançar o que havia prometido por causa de questões externas que acabaram não sendo consideradas no planejamento da empresa”, avaliou Mendes.

Para Steffen Dauelsberg, o metaverso tem, pelos próximos anos, todo um oceano azul a ser explorado.

“Eu continuo achando que essa onda vai seguir. Existem muitos players que ainda não foram impactados, que ainda estão com medo pela falta de informação, mas o interesse de empresas que querem entender mais sobre assunto e que buscam uma primeira experiência no metaverso continua ascendendo”, destacou o executivo.

Metaverso

Dauelsberg avalia que esses primeiros dois anos de pioneirismo serviram para consolidar alguns cases de grande sucesso. Ele também divide as empresas em duas categorias: as que experimentaram o metaverso e estão se deixando levar para manter a competitividade e as que ainda virão em função da curiosidade.

“Jornais e novelas já estão falando sobre metaverso, e isso ajuda muito a disseminar o assunto, mas é preciso ter um elemento inicial dentro das empresas que faça com que a ficha caia. Cada vez mais, esses elementos e fatores internos buscam mais informações, eventos concretos e dados. O ano de 2023 será um céu de brigadeiro”, aposta.

No entanto, para que todo esse potencial se descortine, ainda será necessário vencer algumas questões importantes, afirma Byron Mendes. Entre elas, a latência da internet, que permanece como um limitador severo na vida dos usuários, e o custo proibitivo dos servidores. Para Mendes, trata-se de questões pontuais que serão resolvidas já nos próximos anos.

(Mynt/Divulgação)

“O 5G está sendo implementado de forma consistente e isso vai ajudar muito. Tem muito dinheiro institucional sendo alocado em novos projetos que vão trazer soluções e a exponenciação do uso do metaverso, sem falar na evolução do comportamento do usuário dentro desse espaço, a compreensão e o posicionamento das empresas nesse momento e o que elas vão oferecer para o público, porque nem sempre é possível replicar no metaverso o mundo real, então é preciso criar um outro nível de conexão com os usuários, de afetividade”, afirma Mendes.

Para o executivo, antes de pensar em vender, as empresas precisam pensar na construção de comunidades, na conexão do público com sua marca de uma forma diferenciada, com conteúdos de relevância e com experiências únicas.

Escassez de mão de obra é mais um dos entraves do mercado

Para a MetaMundi, o grande desafio de 2023 será conseguir profissionais aptos a atuarem neste mercado, com o nível de conhecimento necessário. Na falta de mão de obra qualificada, a MetaMundi e outras empresas estão investindo em projetos de formação de profissionais.

“Existe uma crise importante nesse tema e não adianta querer resolver pontualmente, é preciso criar uma linha de produção e isso passa por convênios com universidades e empresas”, completa Steffen Dauelsberg.

Desde o início deste ano, a agência está em busca de parceiros na área da educação para a construção de conteúdos e eventos que possibilitem gerar um espaço de oportunidades para que os interessados em conhecer mais a dinâmica do metaverso tenham um espaço propício.

”Construir um novo mercado também passa por essa linha de educar o público e as empresas”, defende Steffen.

E conclui: “O metaverso chega para ficar e mudar todas as nossas formas de nos relacionarmos, seja abrindo espaços para pessoas com dificuldade de se relacionar socialmente, seja para facilitar e trazer mais segurança a transações financeiras, proporcionando novas experiências e vivências. O céu é o limite”.

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