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Redação Exame
Publicado em 9 de janeiro de 2026 às 17h30.
O Morgan Stanley planeja lançar, em 2026, uma carteira digital voltada ao suporte de ativos tokenizados, que poderão incluir desde investimentos tradicionais até participações em empresas privadas. A iniciativa sinaliza mais um passo do banco de investimentos na integração entre o sistema financeiro tradicional e a infraestrutura baseada em blockchain.
A informação foi divulgada na quinta-feira, 8, pela Barron’s, que aponta que o projeto faz parte de uma estratégia mais ampla do Morgan Stanley. Além da nova carteira digital, o banco pretende expandir sua atuação em serviços financeiros voltados ao ambiente de trabalho e ampliar a oferta de produtos ligados a mercados privados, áreas que vêm ganhando relevância entre investidores institucionais.
O lançamento da carteira ocorre em paralelo a outros movimentos relevantes no segmento de criptoativos. Segundo a publicação, o Morgan Stanley também planeja lançar, no primeiro semestre de 2026, a negociação de bitcoin, Ethereum e Solana. A iniciativa amplia o acesso desses ativos a uma base maior de clientes e reforça a estratégia de diversificação de produtos digitais do banco.
A expansão ocorre poucos dias após o Morgan Stanley dar entrada, junto à Comissão de Valores Mobiliários dos Estados Unidos (SEC), com pedidos para o lançamento de fundos negociados em bolsa (ETFs) atrelados a criptomoedas. De acordo com os documentos apresentados à SEC, o banco submeteu formulários S-1 separados para a criação do Morgan Stanley Bitcoin Trust e do Morgan Stanley Solana Trust.
No caso do ETF vinculado à Solana, o registro inclui a possibilidade de realização de staking. Esse mecanismo permitiria ao fundo capturar recompensas da rede, além de se beneficiar da valorização do ativo, o que pode representar um diferencial competitivo em relação a outros produtos semelhantes no mercado norte-americano.
O movimento mais recente se soma a decisões anteriores que ampliaram o acesso de clientes do Morgan Stanley ao mercado de criptomoedas. Em outubro do ano passado, o banco decidiu permitir que todos os seus clientes, incluindo aqueles com contas de aposentadoria, pudessem investir em ativos digitais. Até então, essa alternativa estava restrita a investidores classificados com perfil de risco mais agressivo e com, no mínimo, US$ 1,5 milhão em ativos sob gestão.
No mesmo período, o banco publicou um relatório no qual recomendou alocações de até 4% em criptomoedas para carteiras de clientes com maior tolerância a risco. A orientação reflete uma mudança gradual na postura de grandes instituições de Wall Street, que passaram a considerar os ativos digitais como parte possível de estratégias multiativos mais amplas, em vez de tratá-los como uma classe marginal.
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