Como funcionam as exchanges de cripto?

As corretoras de criptomoeda facilitam a compra, venda e troca de ativos digitais

Exchanges de criptomoedas, também conhecidas como corretoras ou bolsas de criptomoedas, são plataformas digitais que agilizam e facilitam as negociações – compra, venda e troca – de ativos digitais. É dentro delas que investidores conseguem negociar com segurança e praticidade, de qualquer lugar do Brasil e do mundo.

Assim como as corretoras do mercado tradicional de investimentos ainda despertam dúvidas sobre seu funcionamento, taxas cobradas e prazos, entre outros, as exchanges de criptomoedas também são bastante desconhecidas pelo público em geral.

Pensando nisso, preparamos um artigo para te explicar alguns detalhes sobre a operação dessas empresas e quais as vantagens de fazer seus investimentos utilizando os serviços de uma exchange de criptomoedas.

Como funcionam as exchanges de criptomoedas?

De modo geral, as exchanges de criptomoedas funcionam da mesma forma que as corretoras do mercado financeiro tradicional.

Elas não precisam seguir nenhuma regulamentação específica para operar, mas a Receita Federal passou a exigir, desde 2019, uma declaração mensal dos investimentos de cada cliente.

As exchanges também podem cobrar taxas de corretagem, custódia, depósito e saque, e tanto a incidência ou não dessas cobranças quanto os valores das mesmas variam de empresa para empresa – examente como acontece com as corretoras do mercado tradicional.

Uma das poucas diferenças é que, no mercado de ativos digitais, as exchanges de criptomoedas não são intermediários obrigatórios. Neste mercado, elas funcionam apenas como facilitadoras do processo de negociação.

A transação dentro da plataforma digital

Após escolher a exchange para fazer suas negociações, se cadastrar, enviar alguns documentos e confirmar sua identidade, você pode começar a organizar seus investimentos em criptomoedas. Basta escolher se deseja comprar ou vender algum ativo digital disponível na plataforma.

Depois de escolher o tipo de transação que deseja fazer, você chega em um acordo com a outra parte da negociação – que pode ser outro investidor ou a própria exchange. Quando o acordo é firmado, a transação ocorre no mesmo momento, de forma totalmente anônima para as partes.

Como negociar em uma exchange?

Em geral, existem duas formas principais de negociar criptomoedas e ativos digitais: negociando a mercado (compra ou venda direta) ou com as chamadas ordens limitadas – da mesma forma como acontece no mercado de ações.

No primeiro caso, após depositar dinheiro na conta da exchange, que irá liberar o valor diretamente no saldo de sua conta pessoal na plataforma, você poderá ver os valores de compra e venda das criptomoedas oferecidas: bitcoin (BTC), bitcoin cash (BCH), litecoin (LTC), ether (ETH), entre outras.

Então, é só escolher a quantidade desejada do criptoativo selecionado e confirmar sua transação, seja pelo aplicativo móvel, quando existir, ou pelo computador.

O outro formato de negociação é feito seguindo o esquema de operação com ordens limitadas.

Vamos explicar: você pode, por exemplo, colocotar uma ordem de compra de BTC a um preço mais baixo do que o atual, esperando a cotação atingir o valor de sua ordem e, com isso, executar sua operação de compra. Outra opção seria abrir uma ordem de venda a um preço mais alto que o atual, para que seja executada quando a cotação subir.

É importante notar que se você colocar uma ordem de compra com preço acima do preço atual, ou uma ordem de venda com preço abaixo do preço atual, sua ordem será executada automaticamente pelo preço dos melhores vendedores ou compradores, respectivamente, que serão então contraparte da sua transação, levando sempre em conta a quantidade do ativo que você irá comprar ou vender.

Isso porque, na verdade, uma ordem de compra sempre executa contra uma ordem de venda (e vice-versa), ou seja, se você abre uma ordem de compra a, digamos, R$ 35 mil, você está dizendo aos demais participantes da exchange que está disposto a pagar R$ 35 mil por 1 BTC.

Se em um momento depois outro participante abrir uma ordem de venda a R$ 34 mil, quer dizer que, ao estar disposto a vender 1 BTC por R$ 34 mil, ele aceitaria receber os R$ 35 mil que você havia oferecido anteriormente, e então a transação é fechada a R$ 35 mil e as ordens são encerradas pela exchange.

Essa dinâmica também muda a taxa de corretagem que a exchange cobra. Geralmente o participante que coloca a primeira ordem paga uma taxa de corretagem menor (ou até mesmo recebe um percentual da corretagem, dependendo da exchange) do que aquele que “tira” ordem da exchange.

Isso porque entende-se que o primeiro está provendo liquidez para a exchange (chamado de Maker), enquanto o segundo está retirando liquidez da exchange (chamado de Taker).

As exchanges de criptomoedas são seguras?

As exchanges causam certa polêmica entre entusiastas das criptomoedas. Isso acontece por diversos fatores. O primeiro é que a primeira e mais famosa criptomoeda – o bitcoin – foi criada justamente para não depender de intermediários.

A ideia é que as negociações fossem sempre no modelo P2P (do inglês peer-to-peer, ou ponto-a-ponto, em português), o que significa que comprador e vendedor deveriam negociar diretamente, sem intermediários.

Outro motivo de polêmica é a segurança. Quando alguém armazena suas criptomoedas em uma wallet, apenas o proprietário pode acessá-las, utilizando suas senhas e chaves privadas. Numa exchange, a empresa tem acesso aos fundos dos seus clientes.

Isso aumenta o risco, já que exchanges podem ser hackeadas, fraudadas, ou simplesmente falir e deixar seus clientes de mãos vazias.

Por isso, é fundamental escolher muito bem sua exchange. Além dos custos, é essencial verificar o histórico da empresa, seus protocolos de segurança, avaliações de outros consumidores e busque o máximo de informações antes de fazer seu depósito.

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