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Metade dos bitcoins do mundo hoje dão prejuízo aos investidores

Nem a gestora BlackRock escapa das perdas com a criptomoeda e um podcast estimou rombo de US$ 13 bilhões no fundo IBIT

 (envato/Reprodução)

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Ricardo Bomfim
Ricardo Bomfim

Editor do Future of Money

Publicado em 10 de junho de 2026 às 15h21.

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Com a queda de 25% do bitcoin desde sua máxima de maio, nos US$ 82.791, mais da metade dos BTCs em circulação neste momento estão negociando abaixo do preço pelo qual foram comprados. Isso significa que se os investidores vendessem essas criptomoedas agora acabariam tendo prejuízo com o investimento.

De acordo com a plataforma de análise de blockchain Checkonchain, somente 47,7% dos bitcoins em circulação estão dando lucro para quem os comprou. Os números são referentes a esta quarta-feira, 10.

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O desempenho negativo do criptoativo está impactando também os fundos ligados a ele. Hoje, o podcast The Breakdown afirmou que o fundo negociado em bolsa (ETF, na sigla em inglês) IBIT, da gestora trilionária BlackRock, está com um prejuízo de aproximadamente US$ 13 bilhões em suas reservas de bitcoin.

O IBIT tem um total de US$ 58,12 bilhões em ativos e o podcast estima que o custo médio dos bitcoins que compõem o fundo está em US$ 79,5 mil.

Gráfico da Checkonchain mostra percentual de bitcoins em lucro atualmente

Leitura positiva

Apesar dos números impressionarem de maneira negativa, o analista de criptoativos do BTG Pactual, Matheus Parizotto, diz que este dado costuma ser lido positivamente na análise on-chain.

“Metade dos bitcoins em circulação estar em prejuízo é uma condição que historicamente apareceu perto de grandes fundos de mercado”, afirma.

Ou seja, quando uma quantidade tão grande assim de criptomoedas está dando prejuízo para os investidores, geralmente o que vem a seguir é um movimento de recuperação. A pressão vendedora começa a se exaurir, com muito mais investidores enxergando oportunidade em comprar a criptomoeda em busca de lucros no futuro.

“Isso não garante o fim da queda, mas sugere que o potencial de valorização começa a superar o risco adicional de baixa para horizontes mais longos”, acrescenta o analista.

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