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Mercado Bitcoin anuncia demissões e reposiciona negócio com foco em empresas

Grupo responsável pela corretora de criptomoedas deve cortar 8% da equipe e se voltar para serviços de B2B

Mercado Bitcoin é uma plataforma de negociação de criptoativos criada em 2013 (Getty Images/Reprodução)

Mercado Bitcoin é uma plataforma de negociação de criptoativos criada em 2013 (Getty Images/Reprodução)

João Pedro Malar
João Pedro Malar

Repórter do Future of Money

Publicado em 18 de agosto de 2023 às 11h58.

O Grupo 2TM, responsável pela corretora de criptomoedas Mercado Bitcoin, revelou que vai realizar um corte de 8% no seu quadro de funcionários como parte de um reposicionamento de negócio, com novo foco na área de serviços para empresas, o B2B. A informação foi revelada em entrevista ao Valor Econômico e confirmada pela EXAME.

De acordo com o presidente da 2TM, Roberto Dagnoni, o foco passará a ser em áreas de tokenização e criação de ativos digitais, além de custódia de criptoativos, infraestrutura blockchain para outros negócios e também em áreas que serão impactadas pelo Drex, a versão digital do real.

Ele explicou na entrevista que a reestruturação faz parte de um esforço da 2TM e do Mercado Bitcoin para "capturar oportunidades" que começam a ganhar espaço no mercado cripto brasileiro. Outro objetivo é de explorar o potencial da tecnologia blockchain no mundo dos negócios.

Criado há 10 anos, o Mercado Bitcoin é uma das mais antigas corretoras de criptomoedas do Brasil. Com o tempo, a empresa passou a expandir seu negócio e trabalhar em áreas voltadas à tokenização e serviços de infraestrutura blockchain, em um movimento semelhante ao de grandes exchanges ao redor do mundo, como a Binance e a Coinbase. Atualmente, o MB possui cerca de 3,8 milhões de clientes, segundo Dagnoni.

Reorganização do negócio

Em nota enviada à EXAME, o Mercado Bitcoin pontuou que os cortes representam uma "consolidação da operação" após a obtenção de diferentes licenças de operação no Brasil e em Portugal. Recentemente, o Banco Central autorizou a criação de uma Instituição de Pagamento pelo grupo. Já em Portugal, a licença foi para a custódia de criptoativos.

"Desta forma, o MB está reorganizando suas operações para fazer frente a esses desafios [de desenvolvimento da economia tokenizada] e focar em iniciativas de alto impacto para os negócios. O ajuste resultou no desligamento de 45 colaboradores e na priorização das avenidas de crescimento dos negócios", explicou a empresa no comunicado.

Entre os segmentos citados pela empresa estão áreas como Renda Fixa digital, startups, banking e também a sua atuação nos testes com a versão piloto do Drex. "O time de desenvolvimento e produtos segue contratando para assegurar o ritmo de evolução e, inclusão de soluções e serviços na plataforma, rebalanceando prioridades e algumas competências", pontuou o comunicado.

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