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Mais investidores se arrependem de dinheiro na poupança do que em cripto, mostra pesquisa

O grau de satisfação dos investidores com cripto também está numericamente acima daquele dos que compram ações, que totalizou 79%

 (Binance/Divulgação)

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Ricardo Bomfim
Ricardo Bomfim

Editor do Future of Money

Publicado em 14 de maio de 2026 às 12h00.

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Uma pesquisa do Mercado Bitcoin e da Opinion Box revelou que mais investidores brasileiros se arrependem de investir na caderneta de poupança do que em criptoativos. Enquanto 82% dos entrevistados disseram não se arrepender de comprar ativos digitais, só 58% afirmaram o mesmo sobre a poupança.

O grau de satisfação dos investidores com cripto também está numericamente acima daquele dos que compram ações, que totalizou 79%. O número, contudo, está dentro da margem de erro da pesquisa, que é de 3 pontos percentuais para mais ou para menos.

Dentre todos os investimentos pesquisados, os que mais geraram satisfação aos investidores foram o CDB (86%) e o Tesouro Direto (85%), seguidos por LCAs (85%) e fundos imobiliários (84%).

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Além disso, 44% dos investidores de criptoativos se disseram arrependidos de não terem investido antes. A percepção de complexidade e linguagem difícil foram apontados como os principais desafios para se entrar em cripto.

Em torno de 76% dos investidores responderam que é preciso de muito conhecimento para investir em criptoativos e 62% concordaram que os termos técnicos do universo cripto são muito difíceis de entender.

Bitcoin e Ethereum dominam

Quem começa a investir em cripto costuma comprar alguma das duas maiores criptomoedas do mundo: o bitcoin e o ether. Dentre elas, 56% preferem o BTC e 21% o token da rede Ethereum.

Em seguida aparecem as stablecoins, criptomoedas cujo preço reflete o de alguma moeda tradicional, como o dólar. Esses tokens têm 6% da predileção dos entrevistados. A solana apareceu em quarto lugar nas preferências, com apenas 5%.

Apesar do crescimento das stablecoins, que em 2024 não apareciam entre os ativos digitais favoritos da população, perto de 64% dos respondentes afirmaram não saber da possibilidade de usar stablecoins em remessas sem pagar Imposto sobre Operações Financeiras (IOF).

Em termos de pagamento, 50% dos que já investem em cripto disseram que trocariam o Pix por um cartão de débito com cashback de 1% em bitcoin.

Cripto é maior entre os mais jovens

De acordo com o estudo, em torno de 16% dos investidores possui cripto, enquanto 70% não possui, porém já ouviu falar em criptoativos. Apenas 14% dos respondentes não possui e nem conhece cripto.

Os investimentos mais populares, por sua vez, são o CDB (56%), poupança (49%) e Tesouro Direto (30%).

Entre os que nunca investiram em cripto, 56% tem interesse em investir neste tipo de ativo no futuro.

A aceitação é maior nas pessoas de 18 a 29 anos. Nesta faixa etária, entre os que não investem atualmente, 24% já investiram, porém não investem mais; 52% nunca investiram, mas tem interesse em investir; e só 24% nunca investiram e nem tem interesse.

Na outra ponta, os mais resistentes a cripto são as pessoas com mais de 50 anos. Nesta faixa, só 16% já investiram, 41% tem interesse em investir e 43% não pretendem jamais investir no futuro.

A pesquisa foi realizada por meio de 1.009 entrevistas online coletadas com homens e mulheres maiores de 18 anos entre os dias 10 de abril e 15 de abril deste ano.

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