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Editor do Future of Money
Publicado em 25 de agosto de 2026 às 19h12.
Dentro do mercado de tokenização, o registro e transferência em blockchain de garantias é o principal caso que vai se expandir nos próximos anos, disse Guto Antunes, head de ativos digitais do Itaú.
“Transferência de garantias é uma dor que o mercado tem. Porque quando você quer operar hoje, transferir no mercado tradicional, depende de cut-off times [prazos limite para realizar uma ação antes do sistema fechar, recusar ou postergar o pedido para o próximo dia], então o mercado fecha e você não consegue transferir a garantia”, comenta o executivo do Itaú.
Antunes afirmou em painel durante a Febraban Tech que o Itaú acompanha atentamente o projeto de tokenização da Depository Trust & Clearing Corporation (DTCC), responsável pela liquidação de valores mobiliários nos Estados Unidos.
“Parece que com os dois blockchains que eles têm usado, Canton e Stellar, os casos têm funcionado bem. Nós queremos trazer esses aprendizados para dentro da rede Open Capital Markets para estudar como, no mesmo nível de governança, conseguimos escalar isso aqui”, destacou Antunes.
O executivo defende que regulação e padronização hoje são os dois pontos principais necessários para o crescimento do mercado de tokens de ativos do mundo real.
Ao lado dele, Julierme de Souza, gerente-executivo de TI do Banco do Brasil, também falou sobre a importância da regulação, lembrando que blockchain “executa tarefas, mas não assume responsabilidade”.
“Por trás, tem um cliente precisando fazer um negócio. A quem ele recorre se algo dá errado? A regulação é esse ponto que traz esses avanços”, afirmou o executivo do BB.
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