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Investimentos da FTX incluiam alface, remédios para emagrecer e loções falsificadas

Dados revelam que empresa ligada à corretora de criptomoedas falida fazia investimentos milionários em empresas pouco ortodoxas pouco antes de colapso

Sam Bankman-Fried, CEO da FTX (Bloomberg/Getty Images)

Sam Bankman-Fried, CEO da FTX (Bloomberg/Getty Images)

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Da Redação

8 de dezembro de 2022, 15h33

Antes percebida como uma empresa séria de investimentos em criptomoedas, a FTX saiu de segunda maior corretora cripto do mundo para a falência em menos de uma semana no último mês. Após o colapso, que deixou uma série de investidores com prejuízos bilionários, dados mostram que a empresa não possuía uma base tão sólida assim.

Segundo uma reportagem do Financial Times, detalhes sobre os investimentos da Alameda Research, empresa do grupo FTX em que o colapso se iniciou, revelam cerca de US$ 5,4 bilhões em mais de 500 investimentos sem liquidez realizados pela empresa.

Enquanto alguns destes investimentos foram feitos em empresas do próprio setor de criptomoedas, outros podem ser considerados bastante “estranhos”: cultivo de alface, remédios para perder peso e loções falsificadas integram o portfólio da empresa ligada à FTX.

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Investimentos “estranhos”

A Alameda Research teria investido US$ 25 milhões na 80 Acres, empresa especializada no cultivo e venda de pés de alface e morangos na região de Ohio, nos Estados Unidos.

Outros US$ 500 mil teriam sido investidos na Equator Therapeutics, empresa que desenvolve um remédio para perda de peso. Ainda no setor que envolve a saúde, US$ 1,5 milhão teriam ido para a Ivy Natal, empresa de fertilidade com sede em São Francisco, nos Estados Unidos.

Mais US$ 1 milhão do portfólio da Alameda Research teria sido investido na Fern Labs, em troca de uma participação de 5% na empresa química novaiorquina. A Fern Labs comercializa loções que supostamente seriam versões falsificadas das que foram vendidas anteriormente por outra empresa, a Gobaud de Paris, que já está fora do mercado há alguns anos.
Além disso, a empresa chamou a atenção por seus investimentos em veículos de mídia chineses. A Alameda Research investiu US$ 5 milhões em uma participação de 25% no ODaily e US$ 3,56 milhões em 30% da BlockBeats, sites sobre criptomoedas e Web3.

Mais US$ 1,2 milhão também foi investido no site de notícias apoiado por NFTs chamado Coinage, comandado pela Trustless Media.

O fundador e ex-CEO da FTX, que já havia assumido o uso excessivo de ativos de clientes em alavancagem, afirmou que não tinha qualquer envolvimento nas decisões de investimento da Alameda Research, também fundada por ele, mas comandada por Sam Trabucco e Caroline Ellison.

Sam Trabucco, que deixou o cargo de co-CEO dois meses antes do colapso, chegou a admitir o uso de estratégias de pôquer e outros jogos de cartas no comando dos investimentos da Alameda Research. Já Caroline Ellison, esteve envolvida em uma série de polêmicas de racismo, machismo e poliamor.

A CEO da Alameda Research morava com Sam Bankman-Fried, fundador da FTX, e mais oito executivos do grupo em uma mansão nas Bahamas, onde os dez supostamente viviam um relacionamento. Ellison também já havia criticado as criptomoedas, setor no qual atuava: “na maior parte feito de memes e golpes”.

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