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Instituição ligada ao BC seleciona fintechs de blockchain e Open Finance para programa de aceleração

Coordenadora do LIFT do Banco Central seleciona 8 startups de blockchain, open finance e outras soluções financeiras que envolvem a tecnologia para programa de 16 semanas

Fenasbac comanda o LIFT com o Banco Central (Marcello Casal Jr./Agência Brasil)

Fenasbac comanda o LIFT com o Banco Central (Marcello Casal Jr./Agência Brasil)

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Mariana Maria Silva

Publicado em 22 de agosto de 2022, 17h28.

Dando mais um passo em direção ao uso da tecnologia para impulsionar soluções e negócios inovadores no setor financeiro do Brasil, a Federação Nacional de Associações dos Servidores do Banco Central (Fenasbac) lançou em junho um programa de aceleração voltado exclusivamente para fintechs, o Next Fintech. Agora, oito startups foram selecionadas para se desenvolverem em setores como blockchain, Open Finance, finanças descentralizadas (DeFi), Web 3 e criptomoedas.

A partir do programa, a Federação pretende potencializar as oito selecionadas durante 16 semanas. A Fenasbac é uma instituição sem fins lucrativos que atua como coordenadora do LIFT, laboratório virtual que promove protótipos de inovação financeira e tecnológica, junto com o Banco Central.

(Mynt/Divulgação)

“Com o LIFT, estávamos olhando sempre para protótipo e, agora para complementar o ciclo de inovação, lançamos a primeira aceleração no Brasil exclusiva para fintechs de alto potencial de crescimento, que já tenham produto validado ou em fase de tração”, explica Rodrigoh Henriques, líder de inovação da Fenasbac, em entrevista ao Finsiders no Congresso FID22.

Entre as fintechs selecionadas está a Moeda Semente, que oferece serviços bancários digitais, de pagamentos e microcrédito baseados em blockchain. A startup entende que sua participação no Next Fintech será um avanço para consolidar seu modelo de negócios e escalar a Rede Brasil Rural, seu programa para o desenvolvimento de ativos tokenizados para uma agricultura sustentável e abundante.

Para Taynaah Reis, CEO e fundadora da Moeda Semente, “essa é a oportunidade para a Moeda participar ativamente e colaborar junto ao Bacen com inovação”, comenta a executiva. Recentemente Taynaah foi reconhecida ao lado de outras 27 pessoas pela Bloomberg por buscar uma economia global mais sustentável.

O programa, que tem como suas mantenedoras as empresas Mercado Bitcoin, Sinqia e Finansystech, além do apoio de Numerik e MCS Law, irá auxiliar as fintechs a desenvolverem suas áreas de negócio e as conectar com grandes empresas para a construção de um projeto piloto que vise a resolução de problemas dentro da cadeia de inovação, de acordo com a Fenasbac.

As outras sete selecionadas foram NFTFY, AmFi, Credix, Flourish, Killb, Plano e Plific. Todas elas oferecem soluções envolvendo as verticais do programa: democratização do Open Finance; soluções nativas em blockchain; soluções de DeFi; negócios com foco em interoperabilidade entre mercado tradicional e cripto; projetos de educação financeira para ativos digitais; e soluções com foco em Web 3.0.

Os desafios propostos para a primeira edição do Next Fintech, de acordo com a Fenasbac, foram:
• Blockchain, Criptoativos e Green Tokens: Soluções nativas on-chain de infraestrutura para pagamentos, custódia, investimento, etc. Tokens verdes e soluções que claramente conectem a economia de tokens à sustentabilidade (ESG)
• DeFi: Soluções para descentralizar o dinheiro e as transações monetárias, abrangendo serviços, gestão e governanças de produtos financeiros, e que possam contribuir para a melhoria da experiência do usuário.
• Web3: Soluções de transformação digital, orientadas para o futuro da internet e empoderamento do usuário, baseadas em Blockchain, Tokenização, descentralização, identidades autossoberanas entre outros.
• Interoperabilidade: Soluções orientadas para a conexão do mercado financeiro tradicional com o mercado de criptoativos e blockchain.
• Educação financeira para ativos digitais: Soluções voltadas para informação, promoção da educação financeira e democratização do acesso aos ativos digitais, lastreados em ativos reais.
• Democratização do Open Finance: Soluções orientadas para a acessibilidade e inclusão financeira (como crédito para desbancarizados) baseadas em Open Data, voltadas para criar um ecossistema de compartilhamento de dados seguro.
O programa é equity-free e pretende oferecer uma série de benefícios para as oito fintechs selecionadas. Entre eles estão: interação com regulador; diagnóstico e apoio em áreas de desenvolvimento do negócio; acesso a profissionais de mercado e especialistas; desenvolvimento de parcerias estratégicas com grandes corporações; e integração ao ecossistema LIFT.

A agenda das próximas 16 semanas começa com um diagnóstico inicial e a definição de um plano de ação customizado para a fintech, com entregas preestabelecidas. Durante o desenvolvimento, as fintechs terão acesso a mentorias com especialistas. Nos últimos quatro anos, o LIFT acelerou 62 fintechs e recebeu um total de mais de 600 inscrições.

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