Inflação e utilidade: as novas motivações para a adoção de criptomoedas na América Latina

Entenda o que despertou o interesse do brasileiro nas criptomoedas e as razões para um salto de 200% no número de investidores do país no setor
Brasileiros estão cada vez mais interessados nas criptos (SOPA Images/Getty Images)
Brasileiros estão cada vez mais interessados nas criptos (SOPA Images/Getty Images)
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Thales FreitasPublicado em 01/10/2022 às 10:27.

Por Thales Freitas, CEO da Bitso no Brasil*

Um dos maiores potenciais e benefícios da criptoeconomia é a sua diversidade e usabilidade. São cada vez maiores os casos de usos possíveis para os criptoativos. E, se eles se tornaram conhecidos como uma opção de investimento de longo prazo, a realidade é que hoje as pessoas enxergam o valor de suas criptomoedas indo muito mais além.

Estamos vendo uma evolução comportamental de quem compra e usa cripto, que vem se solidificando e se tornando mais evidente. No Brasil, segundo a Receita Federal, somente este ano o número de investidores brasileiros em criptomoedas aumentou cerca de 200%.

(Mynt/Divulgação)

É um salto exponencial, mas olhando mais do que números, o que gerou este crescimento? Quais as forças motivacionais que impulsionam o mercado? Foi com estas perguntas em mente e buscando analisar estas tendências, que a Bitso realizou um estudo qualitativo entre seus clientes para entender suas principais motivações ao adotar criptomoedas e descobriu que o maior entusiasmo das pessoas não está mais no investimento ou no trading (manter uma rotina de compra e venda para ganhar dinheiro).

O levantamento apontou que, na América Latina, uma das principais razões que têm feito as pessoas buscarem ativos digitais é o potencial das criptomoedas como ferramenta de proteção contra a inflação e a desvalorização da moeda local. Mais de um terço dos usuários têm usado cripto como resposta ao atual contexto econômico.

Outro ponto que teve destaque como uma das principais motivações para adoção de cripto é poder usá-las no dia a dia: 36% dos usuários valorizam a utilidade cada vez maior dos cripto ativos, como alternativa atraente para pagar por produtos e serviços ou diversificar sua carteira de investimentos. O levantamento também apontou a busca pela liberdade financeira como um importante fator para 33% das pessoas.

Dentre os usuários brasileiros, chama atenção o fato de que a maioria enxerga nas criptomoedas uma boa oportunidade e quer entender cada vez mais os dados para poder tomar melhores decisões de investimento. Um resultado que reforça o perfil early adopter do brasileiro, ou seja, um consumidor interessado em novas tecnologias e na forma como elas podem impactar, positivamente, a relação das pessoas com seu dinheiro.

As tendências apontadas no estudo mostram não apenas uma diversificação na forma de pensar, mas também no perfil das pessoas que adquirem criptomoedas. Os brasileiros, e latino-americanos de forma geral, estão entrando no mundo cripto interessados na maior utilidade dos ativos digitais no seu dia a dia e também como uma forma de se resguardar das incertezas econômicas e variações da moeda.

Para as empresas que atuam no setor, isso mostra também a importância dos clientes estarem no centro das suas atenções e estratégias. Com uma diversidade maior no perfil dos usuários, o suporte imediato e confiável para tirar suas dúvidas e preocupações se torna fundamental.

Através do estabelecimento de uma relação de confiança mútua, regras claras e a garantia de segurança dos ativos dos clientes, o setor tende a se tornar ainda mais diversificado e as criptomoedas cada vez mais parte do dia a dia das pessoas, como elas desejam.

*Thales Freitas tem mais de 15 anos de experiência nos setores de finanças, tecnologia B2B e fintechs e uma sólida carreira no mercado de capitais, tendo se especializado no desenvolvimento e gerenciamento de negócios em segmentos emergentes. Assumiu a posição de CEO da Bitso no Brasil em abril de 2022, com o objetivo de expandir a usabilidade, acessibilidade e segurança dos criptoativos e acelerar a inclusão financeira dos brasileiros.

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