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Ganhador do Nobel de Economia critica corretoras e prevê ‘fim do mundo cripto’

Paul Krugman é conhecido por criticar criptoativos e considerar a tecnologia blockchain sem utilidade

Paul Krugman ganhou o Prêmio Nobel de Economia em 2008 (Getty Images/Getty Images)

Paul Krugman ganhou o Prêmio Nobel de Economia em 2008 (Getty Images/Getty Images)

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João Pedro Malar

7 de dezembro de 2022, 11h22

O professor de economia Paul Krugman disse em um artigo publicado na última semana no New York Times que o mercado de criptomoedas não está atravessando um “inverno cripto” e sim um “fimbulwinter”, porque, segundo ele, o “fim de todo mundo cripto, não apenas das criptomoedas”, está próximo.

Fimbulwinter é um termo da mitologia nórdica utilizado para designar um período de três invernos sucessivos, repleto de neve e guerras assolando a humanidade, antecedendo o “fim do mundo".

(Mynt/Divulgação)

A previsão de morte feita pelo vencedor do Prêmio Nobel de Economia de 2008 pode ser explicada pelo próprio título utilizado pelo autor em seu artigo sobre o tema: “Blockchains, para que servem?”. Isso porque o economista critica a tecnologia disruptiva, calcada na descentralização.

Para Paul Krugman, o blockchain ganhou força nos últimos anos por causa de ideologias políticas, em razão da não interferência dos governos e instituições financeiras sobre as transações, mas, segundo ele, não faz sentido prático. Para ele, manter uma “livro contábil” (contrato inteligente) em vários lugares (descentralização) é algo sem utilidade.

O economista disse que o argumento original do bitcoin, que acabaria com a necessidade de confiança entre as partes envolvidas em uma transação, e os riscos de os bancos fugirem com o dinheiro das pessoas, não se sustentam.

Para o ganhador do Nobel, “bancos raramente roubam o dinheiro de seus clientes, enquanto instituições cripto mais facilmente sucumbem à tentação, e a inflação extrema destruir o valor do dinheiro é algo que normalmente só ocorre mediante o caos político".

Paul Krugman acrescentou que o blockchain ainda não mostrou a que veio quando o assunto é o barateamento das transações e listou diversas tentativas fracassadas da utilização da tecnologia na resolução de problemas da vida real.

Entre elas está a utilização de blockchain pela bolsa da Austrália para liquidação de transações, cancelada duas semanas após ser implantada em razão de perdas de US$ 168 milhões, e a gigante marítima Maersk, que decidiu interromper a plataforma TradeLens, que utilizava blockchain em sua cadeia de suprimentos.

Ao qualificar as criptomoedas como “uma história incrível e também uma tragédia”, Paul Krugman disse ainda que a popularização desse mercado só aconteceu por causa da desconfiança em relação a governos e bancos, além da paixão pela tecnologia. Ele acrescentou que “a bolha do mundo cripto teve um custo enorme para a sociedade” e que “a mineração de bitcoin sozinha utiliza tanta energia quanto diversos países".

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