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Remy Sharp
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Criada há mais de 10 anos, a tecnologia blockchain tem ganhado cada vez mais espaço no mercado financeiro e atraído desde grandes empresas tradicionais até as chamadas fintechs, startups voltadas para esse espaço. Em entrevista à EXAME, Dan Yamamura, sócio-fundador da Fuse Capital, destaca que essa relação possui grande potencial, mas também enfrenta desafios para avançar.

Um ponto em comum entre as fintechs e a tecnologia blockchain, destaca Yamamura, é a base: o ambiente digital. "O mercado financeiro é o mercado naturalmente digital, então quando teve o surgimento das fintechs e uma abordagem mais digital, mais Web2, mais mobile, online, isso tudo foi facilitado pela natureza do ambiente financeiro e pelos produtos serem profundamente digitais".

A lógica, explica o executivo, é que "como é tudo número, conta, pode ser feito na internet. O único contato com o mundo mais real é o dinheiro em espécie, mas hoje ele praticamente foi substituído pelo eletrônico". E o cenário encontrado pelas fintechs também acaba favorecendo os blockchains, já que eles "funcionam em cima de transações digitais".

"A base muito digital fez com que as transações em blockchain acontecessem hoje de forma super confiável, em um sistema que se autoremunera. Os processadores são remunerados por validarem as transações, é um sistema muito confiável", comenta. Nesse cenário, as fintechs e a nova tecnologia acabam tendo muitas sinergias.

Sobre a adoção dessa tecnologia, Yamamura pontua que "algumas fintechs já estão se mexendo". "Elas estão reparando que existem muitos sistemas hoje que ainda são muito burocráticos e com muitos intermediários ou com necessidade de burocracias não eletrônicas que fazem com que os processos se tornem mais caros, lentos, custosos".

"O que temos vistos é a movimentação de algumas fintechs, e empresas ligadas à parte de meios de pagamento, custódia, as próprias exchanges, procurado se modernizar adotando tecnologias que já existem em blockchain e podem ser substituídas nos processos mais tradicionais e centralizados", afirma. Entretanto, esse movimento ainda enfrenta barreiras.

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A questão da regulação

Para Yamamura, o principal gargalo para a adoção da tecnologia por trás do mercado cripto é a "barreira regulatória": "Alguns processos mais burocráticos e lentos ainda são obrigatórios. A velocidade da adoção acompanha a velocidade da regulação". Por isso, ele acredita que a questão regulatória "vai determinar a velocidade da disrupção".

"Ainda tem algumas exigências legais que exigem alguns processos ainda não tão otimizados. Isso tende no futuro a ser substituído por tecnologias mais modernas e transparentes, e o próprio regulador vai virar essa chave", aposta. Ele diz que a tecnologia blockchain deve ser a maior beneficiada por essa mudança de visão, já que traz "série de transparências, de informações online, registradas e com qualquer um podendo acessar, sem a necessidade de intermediários".

Na visão dele, "o regulador vai entender que algumas funções hoje que existem na industria de fundos, por exemplo, não tem a necessidade de existir no futuro. Vai desintermediar processos, o que ajudar a reduzir os custos e aumentar o acesso. A regulamentação é o gargalo para adoção e grau de disrupção".

O sócio da Fuse Capital avalia ainda que o sucesso na adoção de blockchains poderá ser confirmando quando os consumidores "tiverem esses benefícios e nem saberem porque eles existem. Vai ser o sucesso dos produtos em blockchain. Não vai precisar nem entender que o produto está rodando em outra infraestrutura, sem intermediários, em outra estrutura, outro nível de burocracia. Não sabe nada disso, só está pegando dinheiro de forma mais flexível, rápida e barata".

"Quando consegue chegar ao consumidor final, seja ele qual for, de uma forma que ele tenha um benefício, o produto fique melhor, isso é o que vai determinar o sucesso", destaca.

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