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Fintechs de olho em cripto: 73% são amigáveis ao setor, aponta pesquisa

Mais da metade das fintechs apoia as criptos e têm sentimentos positivos ou neutros em relação à Web3 e ao metaverso. “É impossível imaginar a inovação das fintechs sem cripto", diz especialista

Fintechs podem apostar nas criptomoedas em 2023 (Getty Images/Reprodução)

Fintechs podem apostar nas criptomoedas em 2023 (Getty Images/Reprodução)

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Cointelegraph Brasil

12 de janeiro de 2023, 08h43

Mais da metade das fintechs identificaram a inclusão financeira como principal área de oportunidades na América Latina. A informação foi apontada pelo relatório “Relatório sobre Fintechs da América Latina”, recentemente publicado por LatAm Intersect PR e Fintech Nexus. Dos 250 profissionais entrevistados da área, 53% acredita que levar serviços financeiros aos desbancarizados ainda é uma área próspera de atuação.

O relatório também traz interessantes dados sobre o mercado de criptomoedas. Quase 73% dos entrevistados veem o mercado cripto com bons olhos, um aumento de 3% em relação a 2021. Além disso, um terço das fintechs da América Latina entende que o ecossistema Web3 é importante para seus negócios.

Fintechs de olho no mercado cripto

O Brasil é o país que lidera a adoção de criptomoedas na América Latina, indicam dados de um relatório publicado pela Chainalysis em outubro. O relatório sobre fintechs publicado recentemente acrescenta informações a esse cenário, mostrando a disposição dessas empresas em interagir com ativos digitais.

Roger Darashah, sócio fundador da Latam Intersect PR, disse ao Cointelegraph Brasil que acredita ser “absolutamente importante” que fintechs incluam suporte para criptoativos. “As criptomoedas já são um meio de transferência em mercados onde os bancos tradicionais são proibitivamente caros ou inacessíveis”, avalia Darashah. “Este tem sido tradicionalmente o caso em mercados como o Brasil, México e Colômbia.”

Darashah diz que as criptomoedas forçaram os bancos na América Latina a buscarem por inovações. É o caso de nomes como BTG Pactual e Itaú, que fizeram incursões no mercado de criptomoedas nos últimos anos. Ele menciona também a inflação, comum aos países latino-americanos, que é uma das principais razões que fazem investidores recorrerem às criptomoedas. Esses movimentos não passam despercebidos pelas fintechs, avalia Darashah.

“É impossível imaginar a inovação das fintechs sem a força motriz das criptos, e ninguém contesta o impacto positivo disso. Apesar das quedas altamente divulgadas, o bitcoin ainda é a classe de ativos com melhor desempenho no mundo durante a década de 2011-2021, proporcionando retornos anuais de 230%.”

(Mynt/Divulgação)

Web3 e metaverso crescendo em popularidade

Um terço (33,3%) dos profissionais entrevistados do ecossistema de fintechs da América Latina acredita que Web3 e metaverso são irrelevantes para seus negócios atualmente. Outros 33,3% dos participantes da entrevista, no entanto, compartilham sentimentos positivos em relação a ambas as áreas.

A Web3 é interpretada como “absolutamente fundamental” para seus negócios por 11,1% das fintechs, que já estão investindo e desenvolvendo serviços na área. Os outros 22,2% vê na Web3 e no metaverso uma “grande oportunidade futura”. Isso significa que, embora estejam investindo em ambos os setores, as fintechs deste grupo ainda não estão desenvolvendo soluções nesses ecossistemas.

O terço restante dos participantes, de certa forma, também vê a Web3 e o metaverso com bons olhos. As fintechs desse grupo dizem que há muita expectativa em relação a essas novas tecnologias mas, por enquanto, preferem aguardar o amadurecimento desses setores.

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