Fintech fundada por brasileiro lança token lastreado a fundo de investimento da gestora BlackRock

Tokenização permite acesso de pequenos investidores ao ativo original, cuja aplicação mínima é de US$ 100 mil; A BlackRock é a maior gestora do mundo com mais de US$ 10 trilhões
BlackRock é a maior gestora de ativos do mundo (Bloomberg/Getty Images)
BlackRock é a maior gestora de ativos do mundo (Bloomberg/Getty Images)
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Cointelegraph BrasilPublicado em 09/09/2022 às 13:08.

Investir na BlackRock, considerada a maior gestora de ativos do mundo, é para poucos, uma vez que os fundos disponibilizados pela gigante estadunidense costumam abarcar os investidores mais abastados. O “privilégio”, no entanto, acaba de ser contornado por meio da tokenização de um certificado que replica o BlackRock World Technology Fund, cuja aplicação mínima do ativo original é de US$ 100 mil, fora as taxas.

A iniciativa é da fintech focada em blockchain Colb Asset, uma plataforma de investimentos sediada na Suíça e que tem entre seus cofundadores o brasileiro Yulgan Lira, que também é o CEO da empresa.

De acordo com as informações publicadas pelo jornal Valor Econômico, as aquisições podem ser feitas a partir da stablecoin pareada ao dólar americano criada pela Colb, a stablecolb, pelas redes Ethereum e Polygon. Isso porque, segundo Yulgan Lira, a Colb transfere os tokens para a carteira dos clientes, o que representa um diferencial em relação aos criptoativos vendidos no Brasil, normalmente custodiados pelos fundos.

(Mynt/Divulgação)

Lira revelou que vendeu US$ 100 mil em tokens em 24 horas e acrescentou que a criação dos tokens só foi possível por causa da aprovação de uma lei suíça, conhecida como Blockchain Act, que incluiu no Código Civil daquele país a criação de ativos originalmente digitais. O que não é possível no Brasil, cuja emissão de tokens precisa espelhar algum ativo estabelecido em contrato privado.

Para o empresário, que salientou que o token da Colb é um ativo por si mesmo, e não uma representação de um contrato físico, a falta de uma estrutura regulatória para este tipo de reconhecimento no Brasil representa um vácuo jurídico que atrapalha a decolagem destes criptoativos no país.

Em junho deste ano, a Colb informou que levantou US$ 2,6 milhões em uma rodada de financiamento na Suíça e que a empresa pretende usar o recurso para ampliar suas operações investindo na ampliação da equipe, tecnologia, marketing e serviços de comunicação.

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