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"Famíla Bitcoin" muda estratégia de armazenamento após colapso da FTX

Família de holandeses que enriqueceu com bitcoin e passa a vida viajando pelo mundo guarda seus bitcoins em carteiras diferentes em cofres ao redor do mundo para evitar prejuízo com falência de corretoras

Família Bitcoin está se mudando para a Tailândia (Bitcoin Family/Divulgação)

Família Bitcoin está se mudando para a Tailândia (Bitcoin Family/Divulgação)

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Da Redação

2 de dezembro de 2022, 11h50

Uma família de holandeses ganhou fama mundial após decidir viajar pelo planeta com os lucros do investimento em bitcoin. No entanto, após o colapso da FTX, corretora de criptomoedas que saiu de segunda maior do mundo para a falência em menos de uma semana, a família de entusiastas do bitcoin pode ter recebido algumas lições valiosas.

Segundo Didi Taihuttu, o patriarca da “Família Bitcoin”, o grupo de pessoas decidiu mudar sua estratégia de armazenamento das criptomoedas após o colapso da corretora.

Isso porque uma das formas mais comuns de armazenar criptomoedas é deixá-las na própria corretora utilizada para investir. Corretoras centralizadas como a Binance, Coinbase e a falida FTX oferecem a possibilidade de manter as criptomoedas de investidores de maneira centralizada em carteiras digitais de sua posse.

Por conta disso, a corretora também pode congelar os saques e depósitos quando quiser. Se uma corretora centralizada falir, investidores podem ficar sem conseguir sacar seu patrimônio em criptomoedas armazenado ali, como foi o caso da FTX.

Apesar de não terem tido nenhum prejuízo com a falência da FTX, a “Família Bitcoin” diz ter “aprendido a lição” e mudou sua estratégia de armazenamento de criptomoedas.

(Mynt/Divulgação)

Para a família, agora o ideal é guardar pelo menos US$ 1 milhão em criptomoedas em corretoras descentralizadas (DEXs), segundo a CNBC.

As corretoras descentralizadas cresceram em popularidade nos últimos anos, pois possibilitam a custódia própria dos ativos. As transações acontecem diretamente entre investidores, sem a necessidade do intermédio da corretora em si, como acontece nas corretoras centralizadas.

Além disso, os ativos só podem ser transacionados com a interação do próprio dono das chaves privadas da carteira digital.

“Se a DEX quebrar, não importa, porque os bitcoins estão sempre na sua própria carteira”, disse Didi Taihuttu.

Ilesa no caso FTX, a “Família Bitcoin” já chegou a ter prejuízos e problemas com corretoras centralizadas anteriormente.

Didi contou à CNBC que chegou a perder 4 bitcoins em um ataque hacker na corretora centralizada Cryptopia. “A partir daquele momento, eu estava sempre procurando alternativas”, disse.

A família de Didi enriqueceu com o investimento em bitcoin em 2017, quando a principal criptomoeda subiu de US$ 800 para US$ 20 mil. Além do bitcoin, Didi revelou que eles investem em ether, litecoin, polkadot, entre outras.

Mas a família segue uma entusiasta do bitcoin, maior criptomoeda em valor de mercado atualmente, e com folga.

“Para mim, o bitcoin ainda é sobre liberdade, e a moeda descentralizada deve poder ser usada por todos no mundo sem a necessidade de KYC ou qualquer outra coisa regulatória”, disse Didi à CNBC. Sua família já perdeu aproximadamente US$ 1 milhão com as recentes quedas do bitcoin.

“Mas olhando para a situação atual: temos uma grande guerra acontecendo, temos uma enorme crise financeira, temos FTX, temos Celsius, temos muitos sinais de mercado em baixa. “Acho que o bitcoin está realmente se mantendo forte em US$ 16,8 mil. Para mim, o bitcoin ainda está perfeito e continua fazendo o que sempre faz: ser uma moeda descentralizada que pode ser usada por todas as pessoas em todo o mundo”, concluiu.

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