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Ex-diretor do BC vai lançar stablecoin lastreada nas dívidas públicas do país

A BRD chega como a sexta stablecoin lastreada em reais e promete facilitar o acesso global às taxas brasileiras enquanto acelera a digitalização do mercado financeiro

Tony Volpon, estrategista-chefe da WHG e ex-diretor do Banco Central (Amanda Perobelli/Estadão Conteúdo)

Tony Volpon, estrategista-chefe da WHG e ex-diretor do Banco Central (Amanda Perobelli/Estadão Conteúdo)

Cointelegraph
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Agência de notícias

Publicado em 8 de janeiro de 2026 às 09h30.

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O ex-diretor do Banco Central, Tony Volpon, anunciou na terça-feira, 6, o lançamento da BRD, uma stablecoin lastreada em títulos públicos do Tesouro Nacional. Desse modo, agora o Brasil passa a contar com 6 stablecoins lastreadas em reais, já que além do BRD há o BRZ, BRLA, cREAL, BBRL e BRL1. Além disso, a B3 também anunciou que deve lançar uma stablecoin até o final do semestre.

Volpon explicou que parte das reservas que garantirão a paridade da stablecoin será composta por esses títulos, criando um instrumento híbrido entre o mercado cripto e o mercado financeiro tradicional.

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O executivo afirmou ao programa que enxergou na combinação entre juros altos e tecnologia blockchain uma oportunidade única. Em sua avaliação, o Brasil oferece taxas que há anos atraem investidores estrangeiros, mas o acesso a esses rendimentos sempre foi complexo, burocrático e pouco intuitivo para quem opera fora do país. A stablecoin, segundo ele, elimina essa barreira.

Volpon lembrou que passou boa parte da carreira em instituições como UBS e Merrill Lynch, sempre atendendo investidores globais interessados nas taxas brasileiras. Apesar do apetite, poucos conseguiam acessar esses mercados de forma simples.

“Com o BRD o processo se torna direto, disponível em tempo integral e transparente, já que a moeda poderá ser negociada 24 horas por dia, sete dias por semana em redes blockchain de alta liquidez”, disse.

Segundo ele, o projeto também pode ajudar na rolagem da dívida pública nacional, que hoje demanda juros próximos de 15% ao ano. A ideia é criar uma porta de entrada para novos investidores, ampliando a procura por títulos brasileiros e, potencialmente, reduzindo o custo para o governo.

“Ela funciona como a porta de acesso a serviços digitais que, até agora, nunca estiveram plenamente integrados às tecnologias de blockchain no Brasil”, afirmou.

Para o executivo, a digitalização de instrumentos de dívida tende a acelerar a modernização do mercado, abrindo caminho para novas formas de operação, financiamento e participação de investidores institucionais.

Tony Volpon no mercado de criptomoedas

Além do projeto da stablecoin lastreada em dívida pública, Tony Volpon tem se destacado em outras frentes dentro do mercado cripto brasileiro, incluindo a tokenização de ativos imobiliários. Por meio de sua empresa CF Inovação, ele lidera um projeto que visa criar um marketplace integrado para ativos imobiliários tokenizados, conectando tecnologia, governança e regulamentação.

Essa iniciativa pretende reunir diversos empreendimentos tokenizados em uma plataforma única, que permitirá listagem e negociação com maior transparência e eficiência do que os modelos tradicionais.

Volpon também está envolvido na utilização de blockchain para registrar contratos imobiliários. A solução, desenvolvida pela CF Inovação, foi adotada pelo Conselho Federal de Corretores de Imóveis (Cofeci) e permite que todos os contratos de corretagem no Brasil sejam registrados em uma plataforma digital segura e audível em tempo real.

Essa tecnologia substitui procedimentos manuais e potenciais fraudes, além de facilitar a fiscalização e reduzir custos operacionais no setor imobiliário.

Volpon ainda é ativo no debate público sobre criptomoedas como bitcoin e seu papel macroeconômico. Em entrevistas e participações em eventos, ele defendeu que o bitcoin não é inimigo de iniciativas como o Drex, mas sim um instrumento complementar que pode funcionar como proteção contra riscos sistêmicos e instabilidades econômicas.

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