Especialistas mostram otimismo para o futuro das fintechs no Brasil

No quarto debate do Future of Money, especialistas mostram otimismo com o ecossistema das fintechs no país

As fintechs foram tema do quarto painel do Future of Money, evento promovido pela EXAME para debater o futuro do dinheiro com especialistas no assunto. Na noite da quinta-feira, 22, os convidados para a conversa falaram sobre o que esperam para o futuro deste mercado — e também sobre o eventual risco de “bolha” dentro desse ecossistema.

“O ecossistema no Brasil é bastante grande, e ele retroalimenta todo o setor de startups. Se você somar o market cap desse setor no país — Nubank, Banco Inter, PicPay, Stone, PagSeguro, Mercado Livre, Magazine Luiza, Via Varejo, todos esses que entraram com foco em tecnologia —, ele passa fácil dos 100 bilhões de dólares. E este é um fenômeno recente. Em 2015, quantas dessas empresas tinham relevância? Acelerou muito, e continua acelerando de forma exponencial, o que nos deixa muito otimistas com o futuro das startups no Brasil“, disse André Maciel, sócio do SoftBank.

Anderson Chamon, cofundador do PicPay, usou a própria experiência para tratar do tema:

“O contexto da pandemia também impulsionou as fintechs no país. O mundo dos pagamentos sofreu um impacto muito forte. Da noite para o dia as pessoas começaram a ter medo do dinheiro de papel. Esse tipo de mudança de hábito é algo geralmente muito lento, mas desta vez foi acelerado”, disse.

“O PicPay já vinha num ritmo muito forte de crescimento, mas a pandemia deu ainda mais impulso. Surfamos nessa onda, crescemos muito neste momento difícil”, completou, citando que a empresa, hoje com 33 milhões de contas ativas, pretende chegar a 100 milhões apenas no mercado brasileiro.

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Questionados sobre a possível existência de uma “bolha” no segmento das fintechs, os especialistas não mostraram muita preocupação:

“O Brasil é muito grande, tem um vasto número de companhias, então é natural que num mercado que está sendo disruptado, nem todas sejam bem-sucedidas. No começo do século passado, eram 400 montadoras de automóveis nos Estados Unidos, hoje são apenas quatro”, completou.

Para Frederico Pompeu, sócio do BTG Pactual e responsável pelo boostLAB, hub de startups do banco, pede uma nova forma de avaliar a questão, já que se trata de um mercado inovador:

“A bolha poderia se dar devido a valuations excessivos, e por isso é importante que a forma de avaliar essas companhias não seja o modelo tradicional, porque é algo novo”, afirmou.

O cenário atual se mostra otimista para as fintechs no Brasil. Além de possuir diversos “unicórnios” (startups avaliadas em mais de 1 bilhão de dólares), o lançamento do Pix também deve impulsionar o mercado, já que tende a atrair ainda mais usuários para serviços financeiros digitais.

O Pix, aliás, junto com open banking, será tema de outro debate ao vivo como parte do Future of Money. A conversa será na próxima quinta-feira, 29, às 18 horas — para saber mais sobre a série de debates e palestras do Future of Money, cuja inscrição é gratuita, clique aqui.

Assista à íntegra do debate sobre fintechs, conduzido por Bruno Diniz, diretor para a América do Sul da FData e sócio-gerente da Spiralem, no player abaixo:

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