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Empresa criadora de fan tokens de times brasileiros lança blockchain próprio

Chiliz vai transferir para a nova rede os criptoativos que desenvolveu para clubes como Flamengo, Corinthians, São Paulo e Palmeiras

Um dos principais negócios da Chiliz é a criação e emissão de fan tokens de times de futebol (Getty/Getty Images)

Um dos principais negócios da Chiliz é a criação e emissão de fan tokens de times de futebol (Getty/Getty Images)

A Chiliz, maior criadora de fan tokens do mundo, anunciou na quarta-feira, 8, que vai retirar os seus projetos da Ethereum e transferi-los para um blockchain próprio da empresa e de primeira camada, que foi apelidado de Chiliz Blockchain. O primeiro bloco da rede já foi validado.

A empresa informou ainda que a mudança envolve uma reformulação da marca, incluindo um novo logotipo para "simbolizar o compromisso da empresa com o código e o desenvolvimento", além da meta de "construir a infraestrutura subjacente, produtos e rede para marcas de esportes e entretenimento prosperarem na Web3".

O objetivo da empresa é que mais desenvolvedores e marcas se juntem à Chiliz na Web3, obtendo acesso ao novo blockchain, sua infraestrutura e à rede de produtos ligados às áreas de esportes e entretenimento que a companhia já lançou, incluindo seus fan tokens.

Um dos principais negócios da Chiliz é a criação e emissão de fan tokens de times de futebol de todo mundo, a partir do seu aplicativo Socios.com. Atualmente, são 170 organizações esportivas que lançaram seus criptoativos, incluindo o Barcelona, Pars Saint-German, Manchester City e Juventus.

A onda dos fan tokens também chegou o Brasil, com lançamento de criptoativos do Flamengo, Fluminense, Vasco, Corinthians, Palmeiras, São Paulo, Internacional-RS, Atlético-MG e Bahia. Todos serão transferidos para a nova rede blockchain anunciada pela empresa.

"Utilizando a tecnologia Chiliz Blockchain, marcas e desenvolvedores de esportes e entretenimento podem criar NFTs, Fan Tokens, construir produtos DeFi, jogos Play2Earn, desenvolver experiências de engajamento nos estádios, ingressos e pagamentos prontos para Web3 e levar a experiência tradicional dos fãs de colecionar memorabilia para o ambiente Web3 facilmente", promete a empresa.

A companhia se comprometeu ainda a anunciar de oito a dez projetos de nível empresários nos próximos meses, incluindo pilotos para emissão de ingressos NFTs, fan tokens terceirizados de atletas e parcerias de infraestrutura na Web3 com foco em esportes e entretenimento.

"A Chiliz está focada em desvendar o potencial que a web3 pode trazer para as comunidades de fãs, beneficiando os próprios fãs, marcas de esportes e entretenimento, desenvolvedores e provedores de serviços. Nossa estratégia é continuar a desenvolver a infraestrutura subjacente que pode permitir que essas comunidades criem os produtos e serviços de que precisam e continuar a aumentar nossa rede", afirma o CEO da empresa, Alexandre Dreyfus.

O novo blockchain contará com um token nativo, o Chiliz (CHZ), que fará parte de todos os aplicativos que forem lançados na rede. O criptoativo contará ainda com uma opção de staking - renda passiva a partir do depósito dele no blockchain - para os usuários. O mecanismo de consenso será a prova de participação (proof-of-stake), e a empresa promete ter "tempo de bloqueio mais curto, taxas mais baixas e significativamente menos uso de energia".

Recentemente, a empresa também anunciou uma parceria com duas startups norte-americanas para "criar produtos e serviços Web3", incluindo itens colecionáveis da categoria "assistir para ganhar", em que o espectador é recompensado pela sua audiência, geralmente por um token.

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