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Dona do Facebook acumula quase R$ 50 bilhões de prejuízo com metaverso em 2022

Meta pretende continuar investindo no desenvolvimento de tecnologias ligadas à área, mas espera novos resultados negativos no futuro

CEO da Meta, Mark Zuckerberg defendeu os investimentos da empresa no metaverso em uma teleconferência com acionistas (Facebook Reality Labs/Captura de tela/Reprodução)

CEO da Meta, Mark Zuckerberg defendeu os investimentos da empresa no metaverso em uma teleconferência com acionistas (Facebook Reality Labs/Captura de tela/Reprodução)

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Cointelegraph Brasil

27 de outubro de 2022, 11h35

Uma das cinco maiores empresas de tecnologia dos EUA, a Meta ainda está queimando dinheiro com seu braço de pesquisa e desenvolvimento do metaverso. O intitulado Reality Labs registrou prejuízo de US$ 3,67 bilhões (R$ 19,41 bilhões, na cotação atual) no terceiro trimestre de 2022. A companhia espera que essas perdas se aprofundem ainda mais no ano que vem.

O balanço comercial da Meta para o terceiro trimestre de 2022 foi divulgado em 26 de outubro e mostrou que o Reality Labs acumulou as maiores perdas trimestrais desde o quarto trimestre de 2020. A empresa faturou US$ 285 milhões em receitas no terceiro trimestre, o menor valor já registrado nesse período de tempo.

O Reality Labs contabilizou seu terceiro prejuízo trimestral consecutivo, totalizando US$ 9,44 bilhões (R$ 49,94 bilhões) em 2022. A Meta está a caminho de superar suas perdas de 2021 com sua aposta no metaverso, que registrou pouco mais de US$ 10 bilhões em prejuízos no ano passado.

(Mynt/Divulgação)

Essas perdas anuais devem se aprofundar, segundo o diretor financeiro da Meta, Dave Whener. Ele espera que o "prejuízo operacional do Reality Labs em 2023 crescerá significativamente ano a ano. Além de 2023, esperamos acelerar os investimentos do Reality Labs para atingir a meta de aumentar a receita operacional geral da empresa no longo prazo.”

Na teleconferência de apresentação dos resultados da Meta, o CEO Mark Zuckerberg continuou imperturbável com o grande investimento da empresa, no que ele chamou de “próxima plataforma de computação”.

Ele disse que esta é a principal prioridade da empresa e ressaltou aos investidores que construir um metaverso e o hardware necessário para isso é “um empreendimento enorme”.

“Muitas vezes, será necessário criar algumas versões de cada produto antes deles se tornarem populares”, acrescentou. “Acho que o trabalho aqui será de importância histórica e criará a base para uma maneira totalmente nova de interagir uns com os outros e incorporar a tecnologia em nossas vidas, bem como a base para o sucesso de longo prazo dos nossos negócios”.

No geral, a empresa superou ligeiramente as expectativas de receita dos analistas de Wall Street, gerando US$ 27,71 bilhões no trimestre, mas com um lucro por ação de US$ 1,64, abaixo da estimativa de US$ 1,88 por ação.

O preço das ações da Meta caiu mais de 19,5% após a divulgação dos resultados, de acordo com o Yahoo Finance. As ações da empresa acumulam perdas de 61,5% desde o início de 2022.

A grande aposta da Meta no metaverso tem gerado reações contrárias de alguns investidores e até pedidos de que a empresa reduza seus investimentos no setor.

Brad Gerstner, fundador da empresa de investimentos em tecnologia Altimeter Capital e acionista da Meta, escreveu uma carta aberta a Zuckerberg e ao conselho de administração.

Gerstner disse que o “investimento em um futuro desconhecido é superdimensionado e aterrorizante” e que pode levar uma década para que o metaverso gere lucros. Ele sugeriu que a empresa deve se concentrar em buscar avanços na área de inteligência artificial, pois ela tem potencial para melhorar os resultados da companhia.

Muitas pessoas têm se mostrado pouco otimistas sobre o futuro do metaverso nas mãos de Zuckerberg. A ex-funcionária que se voltou contra a empresa denunciando supostos abusos, Frances Haugen, disse em abril que o mundo virtual da Meta causará “todos os danos provocados pelo Facebook” se a empresa não se comprometer em ser mais transparente.

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