Ainda suspenso no Brasil, WhatsApp Pay é aprovado pelo governo indiano

Impedido de atuar no Brasil, sistema de pagamentos digitais do Facebook é autorizado a captar até 20 milhões de clientes no país asiático

Suspenso pelo Banco Central de operar no Brasil, o Whatsapp Pay foi autorizado pelo governo indiano para atuar no país após dois anos de testes e mais de 1 milhão de usuários cadastrados. Agora, a empresa do Facebook poderá expandir os negócios no concorrido mercado de pagamentos móveis da região.

A Índia é o segundo maior mercado digital do mundo, atrás apenas da China, e o maior mercado do WhatsApp, com cerca de 400 milhões de usuários. O WhatsApp informou nesta sexta-feira (6) que já trabalha para oferecer o sistema de pagamentos em 10 línguas regionais na versão atual do app, tanto para iOS quanto para Android.

O anúncio foi feito poucas horas depois de NPCI, órgão regulador de serviços de pagamentos no país, autorizar a utilização do UPI — uma espécie de Pix indiano — para oferecer o novo método de transferências financeiras. Segundo o órgão, o WhatsApp Pay poderá expandir o seu número de usuários de "maneira gradual", começando com no máximo 20 milhões de usuários e a obrigação de atuar em parceria com mais de uma insitituição financeira.

Segundo a empresa do Facebook, o WhatsApp Pay atualmente trabalha com cinco dos maiores bancos indianos — ICICI Bank, HDFC Bank, Axis Bank, State Bank of India e Jio Payments Bank.

Atualmente, o mercado de pagamentos digitais na Índia tem como líderes o Google e o Walmart, que possuem, juntos, cerca de 80% das operações do UPI, que se tornou o meio de pagamento mais popular do país em pouquíssimo tempo, principalmente depois do governo da capital Nova Deli restringir a circulação de dinheiro físico em 2016.

Em meados de junho, o Facebook anunciou que usaria o Brasil como laboratório para o WhatsApp Pay, assim como vinha fazendo na Índia, mas o serviço foi imediatamente suspenso pelo Banco Central, que alegou "querer preservar um ambiente competitivo apropriado" e também por problemas relacionados à coleta e uso de dados dos consumidores.

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