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‘Cruz da morte’ do bitcoin está fechando e começa a dar sinal positivo, diz analista

Indicador técnico reduz divergência entre médias e traz uma 'luz no fim do túnel" para o criptoativo, que está desde novembro com padrão de baixa

Bitcoin mining (Getty/Getty Images)

Bitcoin mining (Getty/Getty Images)

Ricardo Bomfim
Ricardo Bomfim

Editor do Future of Money

Publicado em 28 de abril de 2026 às 19h28.

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O bitcoin está começando a mostrar um fechamento no seu principal sinal gráfico de queda: a chamada “cruz da morte”, que está em vigor desde novembro de 2025.  

Na análise técnica, a “cruz da morte” ocorre quando a média móvel de preços de 50 dias cruza para baixo a média móvel de 200 dias, algo que geralmente antecede grandes movimentos de baixa.  

Segundo Maximiliaan Michielsen, da equipe de análise da gestora 21shares, a diferença entre as médias de 50 e 200 dias está diminuindo pela primeira vez desde o cruzamento, o que indica o estágio inicial de uma eventual reversão.  

As médias móveis (linhas em azul) estão se aproximando de novo após o cruzamento da média de curto prazo abaixo daquela de longo prazo em novembro

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Além disso, Michielsen aponta que a média de 200 semanas, que historicamente tem atuado como piso durante as quedas mais profundas do bitcoin, continua em sua trajetória de alta gradual e hoje está nos US$ 60,189.  

Ao mesmo tempo, o chamado preço realizado, que representa o custo médio com que todos os bitcoins em circulação foram comprados, está estável nos US$ 54.143.  

Suporte e resistência 

Do lado dos patamares de suporte (preço no qual o ativo atrai compras) e resistência (onde as vendas são mais fortes), a cotação de US$ 74.400 se tornou o suporte mais importante, ao passo que a resistência principal está nos US$ 78 mil.  

“É ali que está o teto atual e onde a oferta tende a reaparecer, à medida que alguns investidores se aproximam do ponto de equilíbrio do investimento. Dados de livros de ordens de grandes players mostram forte pressão de venda concentrada na faixa entre US$ 78 mil e US$ 80 mil, em linha com a rejeição recente”, avalia Michielsen.  

Assim, um fechamento acima dos US$ 78 mil, com grande volume de compras, abriria caminho para uma alta em direção à média móvel de 200 dias, que está entre US$ 86 mil e US$ 87 mil. Uma vez atingido este patamar, a “cruz da morte” estaria revertida e os sinais gráficos seriam positivos.  

“Caso a demanda falhe, a faixa entre US$ 62 mil e US$ 70 mil, que engloba a zona de consolidação anterior, tende a funcionar como área natural de acumulação”, argumenta o analista.  

Para Michielsen, o cenário-base agora é de consolidação do preço do bitcoin entre US$ 74 mil e US$ 80 mil ao longo do restante do segundo trimestre. Ou seja, até junho.  

“Dada a concentração de oferta entre US$ 78 mil e US$ 86 mil e o contexto de ciclo, pois no pós-topo histórico, períodos de consolidação costumam durar mais alguns meses, uma correção adicional é plausível. Ainda assim, seria uma oportunidade saudável de reentrada, não uma quebra da estrutura”, diz o analista da 21Shares.

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