Criptomoedas em recuperação: bitcoin sobe para US$ 21 mil, dogecoin dispara após fala de Elon Musk

Mesmo com perspectivas de novas quedas, principais criptomoedas dão sinais de recuperação e criptomoedas-meme fazem sucesso entre investidores após fala de Elon Musk em fórum
Dogecoin é uma criptomoeda inspirada no meme de um cachorro da raça Shiba Inu (Yuriko Nakao/Getty Images)
Dogecoin é uma criptomoeda inspirada no meme de um cachorro da raça Shiba Inu (Yuriko Nakao/Getty Images)
Por Mariana Maria SilvaPublicado em 21/06/2022 11:03 | Última atualização em 21/06/2022 11:03Tempo de Leitura: 4 min de leitura

O mercado de criptomoedas inicia esta terça-feira, 21, movimentando US$ 84,8 bilhões e recuperando 2,1% de sua capitalização, segundo dados do CoinGecko. No entanto, o preço das principais moedas continua preocupando investidores, ainda que dê sinais de recuperação.

O bitcoin é cotado a US$ 21.502 no momento, 5,1% a mais que nas últimas 24 horas, de acordo com o CoinGecko. A maior criptomoeda do mundo não apenas conseguiu se manter acima da faixa de US$ 20 mil como foi além para US$ 21 mil, mas não foi o suficiente para reverter sua tendência de queda. O bitcoin já cai mais de 70% desde sua máxima histórica, em novembro de 2021.

O analista do BTG Pactual, Lucas Costa, apontou os aspectos técnicos que indicam uma tendência de queda para o bitcoin no curto e no médio prazo. “O mercado se move em tendências e ele tende a continuar o movimento vigente, até que uma força contrária atue significativamente”, explicou Costa, que também é especialista em criptoativos e tecnologia blockchain pela Universidade Federal de Juiz de Fora.

Mesmo que a cotação atual da principal criptomoeda pareça muito atrativa aos investidores depois que a mesma chegou a custar mais de US$ 69 mil, o analista pede cuidado. “Acreditamos que ainda não é o momento de voltar as compras, necessitando uma desaceleração dessa pressão vendedora”, afirmou.

Neste sentido, é lançado hoje o primeiro ETF para os investidores que acreditam em mais quedas do bitcoin: o BITI. Negociado na NYSE, a bolsa de valores de Nova York, ele pretende oferecer um desempenho contrário ao de outros fundos de investimento de bitcoin e lucrar a partir da queda com a técnica de “short”, ou “venda a descoberto”.

(Mynt/Divulgação)

Enquanto isso, o ether, a criptomoeda nativa da rede Ethereum, é cotado a US$ 1.154, subindo 2,2% nas últimas 24 horas, de acordo com dados do CoinGecko. Solana e Avalanche também sobem 6,8% e 4,4%, respectivamente.

No entanto, o destaque do dia é da shiba inu, criptomoeda-meme que gera polêmicas desde o seu lançamento. Inspirada no cachorro da raça de mesmo nome, a shiba inu sobe surpreendentes 26,1% após se tornar a criptomoeda favorita dos maiores investidores da rede Ethereum.

Sua predecessora, a dogecoin, também sobe nesta terça-feira, 21. A moeda, famosa por ser a favorita do bilionário Elon Musk, sobe 9,6% nas últimas 24 horas, de acordo com o CoinGecko. O motivo tem a ver com o CEO da Tesla, conhecido nas redes sociais como “dogefather”: Musk reiterou seu apoio à dogecoin no Fórum Econômico do Catar esta semana.

“Pretendo apoiar pessoalmente a dogecoin, porque conheço muitas pessoas que não são tão ricas que me incentivaram a comprar e apoiar a dogecoin, então estou respondendo a essas pessoas”, disse o bilionário, acrescentando que os próprios funcionários da Tesla e da SpaceX estariam entre essas pessoas.

Apesar das valorizações significativas e do apoio de grandes nomes, criptomoedas-meme como a dogecoin e a shiba inu levantam debate no setor quanto ao seu uso como investimento. Ainda esta semana, foi divulgado pela Bloomberg que Elon Musk, a Tesla e a SpaceX estão enfrentando um processo de US$ 258 bilhões. O processo alega que Musk faz parte de um esquema de extorsão para apoiar as criptomoedas.

“Eu nunca disse que as pessoas deveriam investir em criptomoedas”, disse Musk no Fórum Econômico do Catar. Ele acrescentou que "a SpaceX, a Tesla e eu compramos um pouco de bitcoin, mas é uma pequena porcentagem de nossos ativos totais em dinheiro, então não é tão significativo".

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