JPMorgan cita três razões pelas quais o ethereum vai superar o bitcoin

Em análise, banco cita motivos para a segunda maior criptomoeda do mundo superar a performance do bitcoin e diz que tendência vai continuar

Segundo maior ativo digital do mundo, o ether, criptomoeda da rede Ethereum, quebrou um novo recorde de preço na madrugada desta quinta-feira, 29. O criptoativo chegou a 2.800 dólares, acumulando alta de 50% em abril e quase 280% no ano. Os números deixaram o mercado otimista, inclusive o banco JPMorgan, que divulgou relatório dizendo que "o ether está superando o bitcoin".

Em uma nota divulgada aos investidores no início da semana, o banco cita três razões pelas quais acredita que essa tendência vai continuar e diz que, no longo prazo, o ether vai superar definitivamente o bitcoin.

O banco também ressaltou que os dois criptoativos são bastante diferentes. Segundo o JPMorgan, enquanto o bitcoin é mais uma "cripto commodity" do que uma moeda e compete com o ouro como reserva de valor, o ether é a base da criptoeconomia e funciona como um meio de troca.

A primeira razão citada pelo banco é uma "liquidez mais resiliente". O banco diz que, na última semana, o mercado de criptoativos sofreu um "choque de liquidez" que impactou o bitcoin de forma muito mais intensa, citando inclusive uma recuperação mais rápida do ether.

A segunda é sobre a menor dependência do ether ao mercado de derivativos, já que a taxa de negociação à vista do ether é mais alta que a do bitcoin, o que significa que posições compradas de ether têm maior probabilidade ​​de serem mantidas à vista do que em contratos futuros. "Em um mercado com volume de negócios à vista significativamente maior, é plausível que a base subjacente de exposição comprada [em ether] seja menos dependente de alavancagem na forma de futuros e swaps [do que bitcoin]", disse o JPMorgan.

A terceira e última razão pela qual o JPMorgan acredita que o ether vai superar o bitcoin é a sua demanda, que, segundo o banco, é mais durável: "A rede Ethereum há muito tempo é caracterizada por um ritmo mais alto de transações do que o bitcoin, provavelmente devido ao aumento da atividade em DeFi e outras plataformas", destacou o banco.

Nesta quinta, o ether opera em alta de 2,4% nas últimas 24 horas, negociado a 2.760 dólares, bastante próximo de seu recorde de preço. Já o bitcoin, cotado a 53.700 dólares, vem em queda de quase 1,5% nas últimas 24 horas - na semana, a maior criptomoeda do mundo acumula perdas de quase 2% e, no mês, de 9%.

No curso "Decifrando as Criptomoedas" da EXAME Academy, Nicholas Sacchi, head de criptoativos da Exame, mergulha no universo de criptoativos, com o objetivo de desmistificar e trazer clareza sobre o funcionamento. Confira.

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