Conheça as criptomoedas preferidas dos brasileiros

Levantamento da Passfolio mostra quais são as moedas digitais com o maior volume investido pelos usuários no Brasil. Confira
Bitcoin: moeda ocupa o topo da lista dos criptoativos nos quais o brasileiro mais investe (Julia Trokur/Shutterstock)
Bitcoin: moeda ocupa o topo da lista dos criptoativos nos quais o brasileiro mais investe (Julia Trokur/Shutterstock)
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Gabriella Sandoval

Publicado em 29/10/2021 às 16:19.

Última atualização em 09/11/2021 às 14:02.

Um levantamento exclusivo da Passfolio – plataforma que conecta investidores brasileiros ao mercado americano de ações e de criptoativos – divulgou uma lista com as criptomoedas mais investidas pelos seus usuários no Brasil entre janeiro e setembro deste ano.

O bitcoin (BTC), como era de se esperar, ocupa o topo do ranking, seguido por ethereum (ETH) e dogecoin (DOGE). Na sequência, entram na lista de preferência dos investidores amp (AMP), litecoin (LTC), chainlink (LINK), bitcoin cash (BCH), decentraland (MANA), ZCash (ZEC) e uniswap (UNI).

Moeda oficial

Recentemente, o governo de El Salvador surpreendeu ao eleger o bitcoin como uma moeda oficial do país. Lançado em 2019 para permitir que pagamentos online sejam enviados diretamente de uma parte a outra sem passar por uma instituição financeira, o bitcoin registrou, entre altas e baixas expressivas, uma valorização de mais de 347% nos últimos 12 meses, batendo máxima histórica de 64,8 mil dólares em abril deste ano.

O ethereum, segundo colocado da lista, cresceu mais de 1.000% no mesmo período. A partir do blockchain, ele funciona como uma plataforma para inúmeras outras criptomoedas, assim como a execução de contratos inteligentes. Terceira colocada da lista, a dodge, criptomoeda-meme queridinha de Elon Musk, CEO da Tesla, é negociada a pouco mais de 0,30 dólar, mas também surpreende pelo crescimento de mais de 12.300% no período de 12 meses.

Muito além do bitcoin

Assim como a dodge, algumas outras moedas digitais da lista têm, em comum, baixos preços e alta valorização, como é o caso da amp. Negociado por cerca de 0,04 dólar, o novo token digital subiu mais de 1.100% em um ano.

Outro exemplo é o decentraland. A plataforma de realidade virtual alimentada pelo blockchain é negociada a pouco mais de 1,20 dólar, mas também surpreende pelo crescimento de mais de 1.800% no período de 12 meses.

Por que investir em cripto

Um estudo encomendado pela Sherlock Communications e feita por meio da plataforma de pesquisas Toluna mostra que o Brasil tem mais de 1,4 milhão de usuários de criptomoedas registrados.

E a procura pelos criptoativos vem crescendo. Na Passfolio, o volume investido em moedas digitais triplicou desde setembro do ano passado. “A exposição a esse tipo de ativo também aumentou”, destaca David Gobaud, fundador da empresa com sede em São Francisco, na Califórnia.

Entre os motivos que levam os brasileiros a investir, segundo o levantamento da Sherlock Communications, estão: diversificar investimentos (55%), se proteger da inflação e da instabilidade financeira (39%) e acompanhar a tendência da tecnologia (37%).

“Para investir com sucesso, é preciso conhecer a própria tolerância ao risco, definir metas, estudar setores e tendências. Educação financeira é fundamental para quem deseja entrar nesse mercado”, alerta Goubad.