Banco justifica mau desempenho de fundo por falta de exposição ao bitcoin

BNY Mellon, que tem mais de US$ 40 trilhões em ativos, justifica performance ruim de ETF por falta de exposição à criptomoeda e por aporte em mineradora de ouro

O BNY Mellon, banco norte-americano com mais de 40 trilhões de dólares em ativos, divulgou documento nesta semana em que lamenta o desempenho de um dos seus ETFs, dizendo que o fundo de índice foi impactado negativamente devido à falta de exposição à empresas que investem em bitcoin.

O BNY Mellon Opportunistic Small Cap Fund (DSCVX), que rendeu 35% entre setembro de 2020 e fevereiro de 2021, não alcançou a performance do seu índice de referência, o Russell 2000 Index, que acumulou ganhos de 41,7% no período. O ETF investe pelo menos 80% do seu patrimônio em empresas de baixa capitalização de mercado (small caps).

"A performance do fundo foi prejudicada também pela decisão de não investir na Microstrategy, cujas ações valorizaram quando a empresa investiu em bitcoin", diz o banco, em documento enviado à Securities and Exchange Commission (SEC), a "CVM dos EUA".

O documento ainda cita que o fundo também foi prejudicado pela queda no preço do ouro, já que o ETF investe na mineradora Alamos Gold. O relatório reacende a discussão sobre uso do bitcoin como reserva de valor em substituição ao ouro, citando como a performance do ETF teria sido melhor se tivesse optado pelo "ouro digital" ao invés do metal precioso.

Atualmente, 88 ETFs dos EUA têm exposição às ações da MicroStrategy, incluindo o Amplify Transformational Data Sharing ETF (BLOK), que investe em diversas empresas ligadas ao mercado de criptoativos e tem a sexta melhor performance do ano entre os mais de 2.200 ETFs listados no país.

Apesar do arrependimento pela falta de exposição à MicroStrategy, o BNY Mellon tem se mostrado otimista com o setor de criptoativos. Além de ter anunciado aporte de 133 milhões de dólares em uma rodada de investimentos da Fireblocksh, empresa de custódia de criptoativos para investidores institucionais, o banco também anunciou, em fevereiro, que vai fornecer aos seus clientes diversos produtos ligados às criptomoedas.

No curso "Decifrando as Criptomoedas" da EXAME Academy, Nicholas Sacchi, head de criptoativos da Exame, mergulha no universo de criptoativos, com o objetivo de desmistificar e trazer clareza sobre o funcionamento. Confira.

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