CEO de corretora pode doar US$ 1 bi para evitar retorno de Trump nos EUA

Um dos bilionários mais jovens do mercado de criptomoedas, Sam Bankman-Fried não pretende economizar na hora de defender seus ideais políticos para a presidência dos EUA
CEO defende o altruísmo eficaz (Bloomberg/Getty Images)
CEO defende o altruísmo eficaz (Bloomberg/Getty Images)
Por Mariana Maria SilvaPublicado em 25/05/2022 18:31 | Última atualização em 25/05/2022 18:31Tempo de Leitura: 3 min de leitura

As doações de campanha podem exercer um papel importante nas eleições de um país, e Sam Bankman-Fried parece entender bem do assunto. O CEO e cofundador da FTX, uma das maiores corretoras de criptomoedas do mundo, revelou que pode desembolsar até US$ 1 bilhão nas próximas eleições presidenciais dos Estados Unidos.

Durante sua participação no podcast “What’s the problem?”, Sam Bankman-Fried afirmou que suas doações podem variar de US$ 100 milhões até US$ 1 bilhão, a depender da necessidade. “Eu odiaria colocar um limite, porque quem sabe o que pode acontecer?”, revelou.

Além do cargo de destaque na FTX, Bankman-Fried é um dos mais jovens bilionários do mundo das criptomoedas. Com 30 anos recém completados, ele comanda uma empresa avaliada em US$ 32 bilhões.

(Mynt/Divulgação)

Apesar da tecnologia blockchain ser de caráter neutro e descentralizado, não necessariamente as pessoas envolvidas com ela agem da mesma forma. O jovem executivo não tem medo de se posicionar politicamente no país em que nasceu, e vai investir o que for necessário para que políticos que representem seus ideais tenham o poder de colocá-los em prática nos Estados Unidos.

Nas eleições presidenciais de 2020, Sam Bankman-Fried foi um dos 20 maiores doadores da campanha de Joe Biden, que acabou sendo eleito na ocasião. Na época, o CEO da FTX doou US$ 5,2 milhões para ajudar Biden a derrotar seu concorrente, o ex-presidente Donald Trump.

Caso a doação de US$ 1 bilhão se concretize, ela será a maior de todas as doações realizadas na campanha de 2020, com folga, de acordo com dados do OpenSecrets, site que rastreia dados de financiamento de campanhas.

Ela também representará, sozinha, aproximadamente ¼ do total recebido por todos os candidatos em 2020, que foi de US$ 4,1 bilhões. No momento, os maiores doadores individuais são Sheldon e Miriam Adelson, que doaram US$ 218 milhões em 2020.

De acordo com Bankman-Fried, o valor de sua doação para a próxima eleição presidencial vai depender “de quem está concorrendo, onde e para quê”. Apenas este ano, o executivo ainda teria gasto aproximadamente US$ 20 milhões em apoio a candidatos democratas que se comprometeram a pressionar o governo dos EUA no Congresso a investir na prevenção da próxima crise global de saúde.

O valor é apenas uma pequena fração dos US$ 200 milhões que Sam Bankman-Fried afirma ter doado para causas diversas. O jovem bilionário tem um patrimônio avaliado em US$ 20 bilhões e defende o altruísmo eficaz, uma visão de mundo que incentiva bilionários a doar boa parte de suas fortunas.

Apesar disso, o CEO alerta que a maioria de suas doações são feitas para instituições de caridade, e que suas intenções no setor político ainda dependem de uma análise mais ampla do cenário atual.

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