Carteira de bitcoin do governo de El Salvador chega a 500 mil usuários

Presidente do país comemora marca atingida uma semana após a implementação da Lei Bitcoin; Nayib Bukele também deu outros detalhes sobre a adoção do bitcoin

Uma semana após a entrada em vigor da "Lei Bitcoin", que transforma o bitcoin em moeda de curso legal em El Salvador, o presidente Nayib Bukele divulgou detalhes da adoção da criptomoeda no país centro-americano. Segundo ele, a carteira de criptoativos oficial do governo registrou, em sete dias, mais de 500 mil usuários - o país tem cerca de 4,5 milhões de adultos.

Bukele usou as redes sociais para falar sobre o assunto. Além de comemorar a marca de mais de meio milhão de usuários na carteira oficial do governo, chamada Chivo e que não é de uso obrigatório, o líder salvadorenho também explicou que "95% dos erros técnicos da Chivo já foram corrigidos e, nos próximos dias, a carteira estará funcionando 100%".

"Nos pusemos um prazo extremamente curto, de lançar tudo em três meses, e cometemos alguns erros, mas já estamos corrigindo e milhares de salvadorenhos já podem usar sua carteira Chivo sem problemas", disse, no Twitter, na terça-feira, 14, exatamente uma semana após a implementação da lei.

Ele também citou que o país já conta com 200 caixas eletrônicos da carteira, que permitem comprar e vender bitcoin com dólares e cartões, e que a Chivo também possui 50 máquinas nos EUA, país onde vive grande número de salvadorenhos que fazem remessas internacionais de dinheiro para o seu país natal e que podem se beneficiar do uso do bitcoin e sua maior velocidade de transação e menores taxas do que a maneira convencional. Se a população salvadorenha adotar o bitcoin de fato, estudos apontam a perda de até 2 bilhões de reais por ano em receitas pelas instituições financeiras que atualmente fazer o intermédio desse tipo de transação.

Bukele também citou o fato de "a cada dia, mais comércios aceitam pagamentos em bitcoin, com a Chivo ou quaisquer outras carteiras", além do dólar, moeda oficial do país, e citou marcas famosas que já vendem seus produtos com pagamento em criptomoedas, como Wendy's, McDonald's, Pizza Hut e Starbucks, entre outras.

A adoção do bitcoin em El Salvador, criticada pos instituições como o FMI e o Banco Mundial, tem como objetivo facilitar o envio de remessas internacionais para o país, operações que respondem por 23% do Produto Interno Bruto (PIB) salvadorenho, e também atrair investidores - nos últimos dias, o governo anunciou que investidores estrangeiros que usarem bitcoin em El Salvador terão isenção fiscal.

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