O Bitybank oferece suporte completo e tutoriais detalhados para orientar os investidores sobre o uso da ferramenta, garantindo uma experiência segura e eficiente. (Bitybank/Divulgação)
Editor do Future of Money
Publicado em 28 de agosto de 2026 às 18h51.
Última atualização em 28 de agosto de 2026 às 18h51.
Desenvolvedores brasileiros estão ampliando sua participação no desenvolvimento do software de código aberto que sustenta o Bitcoin, segundo o relatório de quatro anos da Vinteum, organização sem fins lucrativos que financia e apoia desenvolvedores e pesquisadores de Bitcoin no Brasil e na América Latina.
O relatório, divulgado na quinta-feira, 27, mostra que ex-participantes do programa Bitcoin Dev Launchpad, criado pela organização para formar novos desenvolvedores, conquistaram "grants" (bolsas, subvenções) de instituições internacionais como OpenSats e BDK Foundation e foram contratados por empresas globais do setor, como Boltz, Second e Lightning Labs.
Um dos exemplos é Erick Cestari. Menos de um ano depois de entrar no programa de formação em São Paulo, o desenvolvedor apresentou uma pesquisa de segurança em Berlim, em uma conferência internacional sobre a rede Lightning. No mesmo período, passou quatro meses como estagiário de engenharia de segurança na Lightning Labs.
A primeira turma do Bitcoin Dev Launchpad também teve dois participantes que posteriormente se tornaram beneficiários de grants da própria Vinteum.
Segundo a organização, atualmente 36 integrantes de sua comunidade trabalham ativamente no desenvolvimento em código aberto do Bitcoin. Desse total, oito são desenvolvedores financiados diretamente por grants da Vinteum.
Um dos principais desafios identificados pela Vinteum no último ano foi o avanço das ferramentas de inteligência artificial capazes de gerar código funcional ou aparentemente plausível sem que o usuário necessariamente compreenda o problema que está tentando resolver.
A organização afirma que, diante desse cenário, mudou a forma de avaliar candidatos ao programa de formação. A quantidade de código produzido deixou de ser um dos principais indicadores, enquanto discussões individuais, revisão iterativa e a capacidade de explicar, defender e aprimorar decisões técnicas passaram a ter maior peso.
Os participantes também passaram a desenvolver contribuições em cópias supervisionadas dos projetos antes de enviá-las aos repositórios oficiais. O trabalho é revisado internamente por desenvolvedores experientes.
“O objetivo não é maximizar o número de pessoas entrando no programa ou a quantidade de pull requests [proposta de alteração de código em um projeto, usada para pedir que o seu trabalho seja revisado e integrado à versão principal] produzidos”, afirma Lucas Ferreira, cofundador e diretor-executivo da Vinteum. “Queremos ajudar mais pessoas a se tornarem contribuidores independentes, confiáveis e capazes de assumir responsabilidades de longo prazo em projetos de código aberto de Bitcoin.”
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