BNDES e TCU se unem para criar a Rede Blockchain Brasil

Os dois órgãos firmaram um acordo de colaboração para criar e manter a RBB, que tem como principal objetivo manter aumentar a transparência dos gastos públicos
O projeto não contará com repasse de recursos entre os órgãos, e será desenvolvido com base no Hyperledger Besu 2.0 (Sergio Moraes/Reuters)
O projeto não contará com repasse de recursos entre os órgãos, e será desenvolvido com base no Hyperledger Besu 2.0 (Sergio Moraes/Reuters)
Por Gabriel MarquesPublicado em 18/04/2022 17:43 | Última atualização em 18/04/2022 17:43Tempo de Leitura: 2 min de leitura

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) fez um acordo com o Tribunal de Contas da União (TCU) para a criação da Rede Blockchain Brasil, com o objetivo de melhorar a transparência dos gastos públicos no país. O projeto foi idealizado em 2018 e tem previsão de 60 meses de colaboração.

Conforme anunciado nesta segunda-feira, 18, através do Diário Oficial da União, o projeto não contará com repasse de recursos entre os órgãos, e será desenvolvido com base no Hyperledger Besu 2.0, inspirado por modelos similares em outros países da América Latina e Europa.

Os detalhes da Rede Blockchain Brasil foram revelados ainda em março, durante a Ethereum Rio. Na ocasião, Gladstone Arantes, especialista em blockchain do BNDES explicou que a RBB vai rodar em um modelo de consenso de prova de autoridade, ou seja, sem mineração. A Empresa de Tecnologia e Informações da Previdência (Dataprev), PUC-Rio, Companhia de Tecnologia da Informação do Estado de Minas Gerais (Prodemge), Instituto de Tecnologia da Informação e Comunicação do Estado do Espírito Santo (Prodest) e Laboratório de inovação do American Development Bank Group (IDB LAB) são parceiros na elaboração da RBB.

(Mynt/Divulgação)

Ainda segundo Arantes, o objetivo do BNDES é “promover a inovação no uso da tecnologia blockchain para as aplicações de interesse público, com ênfase na confiança necessária para medidas antifraude e em favor da transparência”. A ideia para a criação do token, segundo Glastone, teria surgido em uma discussão entre colegas de trabalho. “Entedemos, em discussão com nossos colegas, que ter uma estrutura para os sistemas do governo aceleraria a inovação”, contou.

O uso da tecnologia de blockchain por entidades ligadas ao governo é crescente. No mês passado, a Eletrobras, maior distribuidora de energia do país, anunciou uma licitação para contratação de um protocolo para reduzir a burocracia na concessão do selo Procel, usado para mediar a eficiência energética em eletrodomésticos.

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