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Blockchains ligados à Ethereum vão valer US$ 1 trilhão até 2030, projeta gestora bilionária

Também chamadas de redes de segunda camada, projetos buscam oferecer mais escalabilidade e eficiência para desenvolvedores e usuários

Ether é a segunda maior criptomoeda do mercado (Reprodução/Reprodução)

Ether é a segunda maior criptomoeda do mercado (Reprodução/Reprodução)

Cointelegraph
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Agência de notícias

Publicado em 4 de abril de 2024 às 16h34.

Os blockchains de segunda camada da Ethereum vão alcançar uma capitalização de mercado de US$ 1 trilhão até 2030 e serão compostos por milhares de cadeias específicas para casos de uso, de acordo com analistas da gestora bilionária de investimentos Van Eck.

Na visão dos analistas da gestora, as redes de segunda camada estão prontas para capitalizar sobre o "desafio principal" da Ethereum — sua "capacidade limitada de processar, armazenar e calcular dados". A análise foi compartilhada por Patrick Bush, analista sênior de investimentos em ativos digitais da Van Eck, e Matthew Sigel, chefe de pesquisa de ativos digitais, em um relatório da última quarta-feira, 3.

Bush e Sigel chegaram à previsão de capitalização de mercado de US$ 1 trilhão estimando que a Ethereum ocuparia 60% da participação de mercado de todos os blockchains públicos e, em seguida, estimando o volume de ativos dentro do ecossistema Ethereum.

Atualmente, existem 46 redes de segunda camada da Ethereum, com um valor total bloqueado (TVL, na sigla em inglês) de US$ 39 bilhões, sendo a maior delas a Arbirtum, com US$ 18 bilhões, segundo o L2BEAT.

“O domínio da Ethereum em contratos inteligentes enfrenta um obstáculo crítico: escalabilidade", destaca a VanEck. “Embora a rede ofereça segurança e descentralização sem paralelo, as taxas de transação e os tempos de processamento disparam quando o uso se intensifica".

O desenvolvimento da Ethereum agora está focado em melhorar sua capacidade de processar os dados de transações nas redes de segunda camada, disseram eles — algo evidente em sua recente atualização Dencun, que ajudou a reduzir as taxas de transação desses blockchains por meio do recurso especial de economia de dados, “Blobs.”

Os analistas disseram que há potencial futuro para “substancialmente mais” receitas serem geradas nas redes de segunda camada do que na rede principal da Ethereum.

“Esperamos que as receitas das redes de segunda camada excedam as da Ethereum, porque a Ethereum não pode igualar a capacidade de transação ou a experiência do usuário das redes de segunda camada", ressaltam. A “concorrência acirrada”, no entanto, deixou Bush e Sigel “geralmente pessimistas” sobre o valor de longo prazo para a maioria dos tokens desses projetos.

Eles notaram que os sete principais tokens de blockchains de segunda camada da Ethereum já têm uma valoração totalmente diluída de US$ 40 bilhões. Além disso, “muitos projetos fortes” serão lançados nos próximos 18 meses, fazendo com que esse valor total aumente para US$ 100 bilhões.

“Parece um passo muito grande para o mercado de cripto absorver mesmo quantidades limitadas dessa oferta sem descontos massivos nos preços, defendem. Os analistas da VanEck projetam um “futuro de milhares de segundas camadas específicas para casos de uso” com apenas “alguns grandes players” fazendo parte do mercado geral.

Essas milhares de redes específicas para uso seriam “segmentadas por setor, aplicação ou função” com algumas cadeias construídas para um propósito específico, como uma específica para mídia social descentralizada com aplicativos acompanhantes.

O punhado de cadeias de propósito geral será devido ao efeito de rede — onde esses blockchains se tornam mais valiosos porque há mais usuários, disseram os analistas. “Também é claro que a maioria dos roll-ups eventualmente migrará para o framework de conhecimento zero (ZKU) devido às suas muitas vantagens,” ressaltaram.

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