Blockchain que patrocina RBR, da F1, faz parceria com RJ: "Capital da inovação", diz prefeito

Iniciativa da prefeitura do Rio de Janeiro e fintech traz blockchain da 38º maior criptomoeda do mundo para a cidade
Eduardo Paes quer tornar o Rio a "capital da inovação" (Alexandre Macieira/Divulgação)
Eduardo Paes quer tornar o Rio a "capital da inovação" (Alexandre Macieira/Divulgação)
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Mariana Maria Silva

Publicado em 18/08/2022 às 18:45.

Última atualização em 18/08/2022 às 19:29.

Na última semana, o Rio de Janeiro fez mais um avanço em seu plano para tornar a cidade “a capital da inovação”. A prefeitura da cidade e a fintech Rupee Solutions fecharam uma parceria para tornar a rede blockchain Tezos mais acessível ao ecossistema de inovação brasileiro. Agora, será instalada no Rio uma filial da rede, bem como um nó validador de transações no blockchain, ativo desde o último dia 12.

Chamada de TZ do Brasil, a unidade do Rio de Janeiro representará a Tezos na América Latina e toda a sua representação comercial. A Tezos tem hoje mais de 2 milhões de usuários e é composta também pelas globais Tezos Foundation, baseada na Suíça, Nomadic Labs, na França, e Trilitech, na Inglaterra.

(Mynt/Divulgação)

A partir do XTZ, a Tezos conquistou o 38º lugar entre as maiores criptomoedas do mundo, com valor de mercado que supera US$ 1,6 bilhão. Além de seu impacto no mercado, a Tezos é patrocinadora do Manchester United, time de Cristiano Ronaldo, equipes da Fórmula 1, como McLaren e Red Bull Racing, além de outros esportes e eSports.

“Com isso, o cidadão brasileiro, as empresas, os entes públicos, entre outras organizações, poderão realizar operações virtuais de forma mais confiável, pois os dados ficam protegidos e as atividades vistas como fraudulentas são interrompidas imediatamente. Além disso, a tecnologia blockchain, considerada a terceira geração, é verde, eco-friendly, sem mineração e tem carbono neutro auditado por uma auditoria Big Four”, comenta Guilherme Baumworcel, CEO da TZ do Brasil.

Segundo Baumworcel, o blockchain da Tezos é mais sofisticado e seguro que as tecnologias anteriores.

“Tem custos de transação reduzidos, de centavos, podendo chegar a zero em alguns casos, manutenção e verificação de rede constante, ou seja, nunca teve uma interrupção, nem hard fork, desde sua criação. É, portanto, fundamental para qualquer tipo de transação de dados, monetários ou não, e tem aplicabilidade em diversos serviços, desde base de dados para o portal da transparência de entes públicos, passando por emissão de NFTs para esporte, arte, cultura e conhecimento, até dados de empresas, uma vez que é possível a própria empresa selecionar seus validadores”.

A iniciativa está totalmente alinhada com o novo foco da prefeitura do Rio de Janeiro, que sob a gestão de Eduardo Paes pretende se tornar “a capital da inovação”. Desde o início do ano, o governo carioca dá andamento a projetos envolvendo a tecnologia blockchain, e chegou a aceitar o pagamento de impostos em criptomoedas.

“Estamos trazendo o Rio de Janeiro de volta para o cenário dos novos negócios e da inovação. E a região portuária tem tudo para ser a casa das empresas que trabalham com tecnologia. Queremos tornar o Rio a capital da inovação. E agora, estamos recebendo a Tezos. Tenho certeza de que o Rio vai abraçar como ninguém esta grande empresa, que vai gerar emprego, renda e muitos novos negócios”, disse o prefeito Eduardo Paes.

Além disso, a parceria com a Tezos segue os princípios de sustentabilidade da prefeitura e está alinhada ao projeto “Porto Maravalley”, lançado recentemente pela Invest.Rio, agência de atração e promoção de investimentos da prefeitura do Rio.

A iniciativa prevê a recuperação da região portuária da cidade para se tornar um ambiente de educação e desenvolvimento de negócios inovadores, transformando no ‘Vale do Silício’ carioca.

“A chegada da Tezos na cidade é mais um marco para mostrar que somos uma cidade que recebe as criptomoedas de braços abertos. Estamos abertos para a inovação como um todo, atuando em várias frentes que vão desde a atração de empresas relevantes para o ecossistema, como a Tezos, até projetos estruturantes como o Maravalley e o Web Summit”, afirmou o presidente da Invest.Rio, Rodrigo Stallone.

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