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A BlackRock revelou que realizou nesta semana uma mudança na estrutura do seu fundo negociado em bolsa (ETF, na sigla em inglês) de preço à vista de bitcoin que poderá permitir a entrada de grandes bancos no produto de investimento. Atualmente, o pedido de lançamento está em análise nos Estados Unidos.

Com a mudança, os chamados "participantes autorizados" poderão criar novas ações do fundo usando moedas fiduciárias, e não apenas criptomoedas. Como os bancos nos Estados Unidos são proibidos de ter seus próprios bitcoins, pela estrutura original eles não conseguiriam realizar essa ação.

Agora, instituições bancárias relevantes, como o JPMorgan e Goldman Sachs, conseguiriam realizar a operação, um elemento já tradicional no ecossistema de ETFs de outros ativos, em que atuam como "participantes autorizados".

Nesse caso, o dinheiro usado para criar as novas ações seria então convertido em bitcoin por um intermediário ligado ao provedor de custódia do ETF. Como o fundo teria exposição ao preço à vista da criptomoeda, é necessário realizar a custódia dela para garantir o acompanhamento das cotações.

Sui Chung, CEO da CF Benchmarks, afirmou ao CoinDesk que "se a SEC aceitar este modelo duplo revisado de criação e resgate em dinheiro físico, isso significa que a liquidez que sustenta as ações do ETF quando elas são negociadas aumentaria, porque obviamente, você tem mais participantes autorizados potenciais".

"E, embora empresas comerciais sejam grandes e especialistas no mundo dos investimentos, elas fundamentalmente não têm os balanços de mais de um trilhão de dólares que os grandes bancos americanos têm", destacou, sinalizando a importância da mudança.

ETF de bitcoin nos EUA

Atualmente, 13 pedidos de lançamento de ETFs de bitcoin à vista estão sendo analisados pela Comissão de Valores Mobiliários dos Estados Unidos, a SEC. Entre eles está o da BlackRock, maior gestora do mundo e responsável por mais de US$ 8 trilhões em ativos. Até o momento, o mercado norte-americano não conta com nenhum ETF desse tipo.

Entretanto, a expectativa do mercado é que uma aprovação é iminente. Analistas da Bloomberg estimam que uma aprovação no primeiro trimestre do ano tem 90% de chance de ocorrer. Com isso, o bitcoin tem sido fortemente beneficiado, atualmente operando nos maiores patamares de preço observados em 2023.

Projeções mais recentes indicam que o mercado de criptomoedas poderia ter um fluxo de mais de US$ 14 bilhões em investimentos com a aprovação dos ETFs, na esteira de uma atração maior dos chamados investidores institucionais, que possuem mais fundos.

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