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Fortuna de mais de US$ 70 bi do criador do bitcoin pode estar perdida para sempre

Descubra quais são os motivos apontados por David Schwartz para acreditar que os mais de 1 bilhão de bitcoins de seu criador estariam perdidos para sempre

Estátua de Satoshi Nakamoto inaugurada na Hundria em setembro de 2021 (Janos Kummer/Getty Images)

Estátua de Satoshi Nakamoto inaugurada na Hundria em setembro de 2021 (Janos Kummer/Getty Images)

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Publicado em 11 de abril de 2026 às 10h00.

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David Schwartz, diretor de tecnologia emérito da Ripple e um dos arquitetos originais do XRP Ledger, fez recentemente uma afirmação ousada: “… é provável que, seja quem for ou foi Satoshi Nakamoto, ninguém vivo hoje tem acesso às chaves” do bitcoin.

Schwartz respondeu a uma discussão no X sobre a possível identidade de Satoshi, destacando que a completa inatividade desses endereços por mais de 16 anos não pode ser explicada por uma estratégia de “segurar para sempre”, mas sim pela perda irreversível das chaves privadas.

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Adeus definitivo aos bitcoins de Satoshi Nakamoto?

Segundo o especialista, se alguém vivo tivesse acesso, teria movido ao menos uma pequena quantidade em algum momento, seja por necessidade, teste ou até acidente.

A ausência absoluta de qualquer transação relevante representa, para ele, a maior evidência de que essas chaves já não existem nas mãos de nenhum indivíduo vivo. Tal declaração reforça uma tese amplamente discutida: os cerca de 1,09 milhão de BTC atribuídos a Satoshi Nakamoto — avaliados em quase US$ 78 bilhões — estão perdidos para sempre.

De acordo com dados da Arkham Intelligence, essas moedas permanecem em carteiras associadas ao bloco gênese e aos primeiros padrões de mineração de 2009, sem qualquer movimentação relevante.

Essa perda definitiva transforma esses BTC em um “burn” permanente, equivalente a 5,2% de toda a oferta. O impacto é a redução do fornecimento efetivamente circulante, o fortalecimento da narrativa de escassez e o afastamento do risco de uma venda massiva repentina que poderia desestabilizar o mercado.

Além disso, protege a descentralização do bitcoin ao preservar seu mito fundador intacto.

Quem é Satoshi Nakamoto?

Apesar do mistério persistente, as especulações ganharam novo fôlego. Uma investigação do The New York Times aponta Adam Back, CEO da Blockstream, como o principal candidato devido a semelhanças técnicas e estilométricas.

Charles Hoskinson, fundador da Cardano, considera Adam Back “o candidato vivo mais convincente”. No entanto, Michael Saylor descartou essa teoria, ao exigir uma assinatura criptográfica como única prova plausível.

No fim das contas, o alerta de David Schwartz encerra um capítulo importante: independentemente de quem tenha sido Satoshi, os tokens de bitcoin ligados a ele são parte do passado imutável da blockchain.

Esse status de “perdido para sempre” não só solidifica a escassez do bitcoin, como também reforça o seu caráter quase mítico. As chaves ficaram com seu criador… e dificilmente voltarão a aparecer.

*Matéria original escrita por Lucas Espindola no BeinCrypto, portal parceiro da EXAME.

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