Bitcoin pode se tornar um ativo de baixo risco na segunda metade de 2022, diz analista da Bloomberg

A principal criptomoeda pode deixar um histórico de alta volatilidade para trás e se juntar ao ouro e títulos do tesouro à medida que a recessão domina os mercados globais, segundo estrategista sênior da Bloomberg
Bitcoin pode voltar a subir, após cair mais de 50% em 2022 (SEAN GLADWELL/Getty Images)
Bitcoin pode voltar a subir, após cair mais de 50% em 2022 (SEAN GLADWELL/Getty Images)
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Mariana Maria Silva, com informações do Cointelegraph Brasil

Publicado em 09/08/2022 às 09:59.

Última atualização em 09/08/2022 às 10:00.

O bitcoin pode deixar de ser um ativo de risco no segundo semestre de 2022, de acordo com um estrategista sênior de commodities da Bloomberg. Mike McGlone acredita que à medida que a economia global entra em uma “recessão severa”, a maior criptomoeda do mundo pode subir ao lado do ouro e títulos do tesouro.

“Eu vejo a transição para [o bitcoin] ser mais um ativo de baixo risco, como títulos e ouro, e menos um ativo de alto risco, como o mercado de ações”, afirmou McGlone em entrevista ao Cointelegraph.

(Mynt/Divulgação)

Segundo o estrategista, o mercado de criptomoedas eliminou a maioria dos excessos especulativos que marcaram 2021 e agora está maduro para um novo movimento de alta. McGlone também apontou que a alta agressiva das taxas de juros do Fed levará a economia global a uma recessão deflacionária, que acabará por favorecer o bitcoin.

“Talvez 2022 seja similar a 1929. Vemos os mercados globais e o mundo atingindo uma recessão bastante severa. A maioria dos bancos centrais, liderados pelo Fed, estão apertando suas políticas monetárias. Isso é bem ruim”, afirmou McGlone.

Ao contrário do que muitos especialistas esperam, o estrategista sênior da Bloomberg não prevê uma fuga dos investimentos em criptomoedas, gerada por uma aversão ao risco durante a recessão. McGlone acredita que a principal criptomoeda pode se favorecer em um cenário econômico negativo junto com o ouro e títulos do tesouro norte-americano.

“Espero que teremos uma recessão bastante severa globalmente, o que provavelmente fará o bitcoin brilhar [...] junto com ouro e títulos do Tesouro dos EUA. O mercado todo caiu, e agora veremos quem vai sair na frente primeiro. Eu acho que vai ser o bitcoin”, afirmou. Em 2022, o bitcoin cai aproximadamente 51%, segundo dados do CoinMarketCap.

De acordo com McGlone, algumas características do bitcoin seriam as responsáveis pelo que seria “uma das maiores reversões dos ativos de risco”, em suas palavras ao Cointelegraph.

“As pessoas estão percebendo que o bitcoin é um dos indicadores mais significativos de todos”, afirmou. Funciona 24 horas por dia, não é um projeto ou responsabilidade de ninguém, não há um centralizador controlando isso. Funciona nos finais de semana e na segunda-feira de manhã, você consegue ter uma ideia do que está acontecendo nos mercados globais através do bitcoin. Isso nunca aconteceu antes”.

O especialista concluiu que, caso o mercado de ações continue caindo, o bitcoin pode se consolidar como um ativo de baixo risco e voltar a subir. McGlone se baseou no histórico do ativo para firmar suas previsões: “se o bitcoin continuar fazendo o que sempre faz, ele vai recuperar essas perdas, é só uma questão de tempo”.

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