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Bitcoin ganha força em US$ 75 mil, mas faltam 'sinais mais claros'

Especialista revela quais eventos os investidores devem estar atentos para entender os rumos do mercado cripto

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Mariana Maria Silva
Mariana Maria Silva

Editora do Future of Money

Publicado em 20 de abril de 2026 às 12h18.

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Nesta segunda-feira, 20, o bitcoin inicia a semana negociado na casa dos US$ 75 mil, após ter ultrapassado os US$ 78 mil na última semana. Apesar do recuo, a maior criptomoeda do mundo ainda se mantém acima de um importante patamar de preço citado por especialistas, o de US$ 75 mil, enquanto os acontecimentos macroeconômicos e geopolíticos devem continuar impactando as cotações.

No momento, o bitcoin é cotado a US$ 75.168, com queda de quase 1,3% nas últimas 24 horas, segundo dados do CoinMarketCap.

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"O foco recente do mercado permanece no progresso oscilante das negociações entre os EUA e o Irã, que impacta diretamente a volatilidade dos preços do petróleo na faixa de US$ 90–100 por barril. As recentes rupturas nas conversas e as ameaças de novos bloqueios no Estreito de Ormuz elevaram o preço do petróleo, injetando uma pressão inflacionária persistente que complica o caminho do Fed — adiando cortes de juros e mantendo uma postura hawkish até o final de 2026", disse Gil Herrera, diretor de estratégia e operações da Bitget na América Latina.

"Essa dinâmica sustenta uma inclinação 'risk-off' nos ativos tradicionais, ao mesmo tempo em que fortalece o BTC próximo de US$ 75 mil e o ETH em torno de US$ 2.3 mil como reserva de liquidez, com o ouro também se mantendo firme em meio à incerteza. De forma geral, qualquer avanço diplomático positivo poderia aliviar os custos de energia, destravar um afrouxamento monetário por parte do Fed e catalisar uma alta generalizada em cripto e ações, mas a cautela no curto prazo ainda é recomendada até que surjam sinais mais claros", acrescentou.

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