(envato/Reprodução)
Editor do Future of Money
Publicado em 16 de abril de 2026 às 16h35.
Última atualização em 17 de abril de 2026 às 09h36.
A alta recente do bitcoin levou a criptomoeda de volta à região de preços entre US$ 74 mil e US$ 75 mil. Isso é importante, pois alguns especialistas consideram que este nível pode ser o ponto de alívio para acabar com o "bear market" (mercado de baixa) atual.
Em relatório, Maximiliaan Michielsen, da equipe de research da 21shares, afirma que a faixa dos US$ 75 mil é um patamar de resistência importante, que costuma atrair pressão vendedora.
“Uma ruptura decisiva poderia desencadear uma recuperação em direção à faixa dos US$ 80 mil, especialmente se o petróleo se estabilizar e o sentimento de risco mais amplo se mantiver”, avalia Michielsen.
Na opinião do especialista, isso encerraria o atual bear market, que dura desde outubro do ano passado. O bitcoin, mesmo com a recuperação recente, acumula uma queda de 40,9% da sua máxima histórica, atingida em 6 de outubro, aos US$ 126.080.
Outro sinal de que a recuperação do BTC está a caminho é que as taxas de financiamento da criptomoeda estão em seu nível mais negativo desde 2023.
As taxas de financiamento são os pagamentos periódicos trocados entre investidores de contratos futuros para manter o preço alinhado ao do ativo à vista. Quando estão negativas, essas taxas significam que os investidores vendidos estão pagando os comprados, indicando uma prevalência nas posições que esperam queda nos preços.
De acordo com analistas ouvidos pelo site Coindesk, essas taxas chegarem a níveis tão baixos costuma coincidir com o atingimento de um fundo no ciclo de baixa.
Afinal, mesmo com a subida do bitcoin de US$ 60 mil até os US$ 75 mil, as posições em derivativos continuam majoritariamente de venda, e esses investidores podem ser liquidados e precisarão recomprar o ativo à vista, alimentando ainda mais a valorização dos preços.
O padrão de taxas de financiamento em níveis muito negativos foi seguido por forte alta do bitcoin em 2020, durante a crise do covid-19; em 2021, quando a China baniu a mineração da criptomoeda; e em 2023, na ocasião da quebra do Silicon Valley Bank (SVB).
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