Bitcoin é negociado a US$ 69 mil na Coreia do Sul e analista cogita bolha

Por conta do "Ágio Kimchi", criptomoeda é vendida no mercado sul-coreano com uma diferença de preço de quase 20% e levanta a possibilidade de uma bolha

Devido a um drástico aumento de preços e ao crescimento de sua adoção, a procura por bitcoin aumentou muito nos últimos meses. Por conta disso, em alguns países em que a demanda é mais alta, o preço do ativo acaba destoando do preço praticado no mercado, como no caso da Coreia do Sul.

Atualmente, o bitcoin está sendo negociado na Bithumb (corretora sul-coreana de criptomoedas) a 76.800.000 KRW, valor que equivale a aproximadamente US$69 mil. A distorção de quase 20% é fruto de um fenômeno chamado "Prêmio Kimchi" ou "Ágio Kimchi", que nada mais é do que a diferença entre os preços da criptomoeda na Coreia do Sul e no mercado internacional.

O ágio demonstra um crescente aumento na demanda por bitcoin no país, que acompanha a explosão de sua popularidade em todo o mundo. Todavia, uma diferença tão grande entre os preços pode evidenciar a formação de uma "bolha" nos preços, semelhante ao que aconteceu em 2017, quando a distorção atingiu a marca de 20%.

Em uma série de comentários no Twitter, Kin Young Ju, CEO da empresa de análise de blockchain CryptoQuant, disse que apesar da distorção, os fundamentos do bitcoin continuam bons, mas a possível formação de uma bolha no mercado sul-coreano se tornou uma preocupação, ainda mais após o volume de negociação de criptoativos ter aumentado exponencialmente.

"Os fundamentos do bitcoin ainda parecem bons, mas para mim, a bolha coreana é preocupante. Os preços das shitcoins (moedas inúteis) estão disparando e o volume de negociação coreano de criptoativos superou o do índice da bolsa de valores nacional (KOSPI)", comentou Kin.

Kin, entretanto, deixou claro que, caso exista uma bolha no mercado sul-coreano e haja um colapso, o impacto não deve ser grande, já que sua representação no mercado mundial de criptoativos é de apenas 1,7%.

Por conta da existência do "Prêmio Kimchi", centenas de pessoas tentam se aproveitar do ágio comprando o bitcoin no mercado internacional para vender nas sul-coreanas. Entretanto, por conta da regulamentação do país, clientes estrangeiros não podem abrir contas nas corretoras da Coreia do Sul, impedindo o aproveitamento desta diferença entre os preços do criptoativo.

No curso Decifrando as Criptomoedas" da EXAME Academy, Nicholas Sacchi, head de criptoativos da EXAME, mergulha no universo de criptoativos, com o objetivo de desmistificar e trazer clareza sobre o funcionamento. Confira.

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